Rosa Grilo transferiu dinheiro da empresa para a sua conta após homicídio

Júlia Grilo, irmã do triatleta morto com a tiro, confirmou que Rosa Grilo mexeu nas contas da empresa do marido quando este estava alegadamente desaparecido

Rosa Grilo transferiu dinheiro da empresa para a sua conta após homicídio

Júlia Grilo, irmã do triatleta morto com a tiro, confirmou que Rosa Grilo mexeu nas contas da empresa do marido quando este estava alegadamente desaparecido

Rosa Grilo, atualmente detida preventivamente no Estabelecimento Prisional de Tires, foi acusada de ter matado o marido Luís Grilo com a ajuda do amante António Joaquim. De acordo com a investigação realizada pela Polícia Judiciária (PJ), a principal motivação para a arguida ter alegadamente assassinado o marido foca-se em questões financeiras, tendo em conta que a viúva poderá lucrar cerca de 400 mil euros se não for declarada culpada pelo homicídio.

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Durante a tarde desta sexta-feira, Júlia Grilo, irmã da vítima e atual gestora da empresa do triatleta, revelou no programa da SIC Linha Aberta que a detida mexeu nas cotas da empresa do marido, quando este ainda estava desaparecido.

«A seguir ao desaparecimento de Luís, dei conta de transferências para a conta da Rosa», conta Júlia.

Questionada pela jornalista se esses valores transferidos poderiam ter sido utilizados para pagar a ADSE dos funcionários da empresa, como justificou Rosa, a irmã de Luís esclareceu que tal não era possível, considerando que a arguida apenas poderia ter recebido pagamentos da ADSE ou pago ordenados, nunca transferido dinheiro à entidade pública.

Para além desta incongruência entre o depoimento de Rosa e as declarações de Júlia, a irmã da vítima ainda conta que, na altura, também estranhou o pagamento de várias portagens pelas contas da empresa, por parte da detida.

«Depois do desaparecimento, ainda dei conta do pagamento de muitas portagens para Grândola e para o Norte».

Rosa referiu por várias vezes que quando se deu o período em que o marido estado desaparecido, viajava com filho durante o fim de semana, o que poderia explicar os recorrentes pagamentos das portagens. No entanto, Júlia não acredita nesta justificação apontando que as horas a que Rosa passava nas portagens eram, muitas vezes, durante a madrugada.

«Algumas são às duas e tal da manhã. Não são horas decentes para o menino andar na rua», refere. «Fui muito enganada pela Rosa. Dantes metia as mãos no fogo por ela. Agora, as coisas não batem certo», acrescenta a irmã de Luís.

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