Pais de bebés trocados não querem filhos biológicos de volta

Parece mentira mas aconteceu e as famílias não querem os filhos biológicos, agora com três anos, de volta.

Pais de bebés trocados não querem filhos biológicos de volta

Parece mentira mas aconteceu e as famílias não querem os filhos biológicos, agora com três anos, de volta.

A história destes bebés parece saída de um filme. Mas aconteceu mesmo. Em 2015, duas mulheres indianas, uma hindu e outra muçulmana, deram à luz dois rapazes no mesmo dia, apenas com uma hora de diferença. Até aí tudo parece normal, uma vez que nascem centenas de milhares de bebés por dia – mais de 235 mil. A história torna-se insólita pois os bebés foram trocados na maternidade.

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Descobriram a troca de bebés após testes de DNA

Uma semana depois de sair do Hospital Civil Mangaldai, em Assam, noroeste da Índia, a mãe de uma das crianças percebeu que aquele bebé não era o seu. Como? Salma Parbin, uma das mães, disse ao marido sentir que aquele não era o seu filho e que se lembrava de ter visto uma mulher da tribo Bodo – de religião hindu – na sala de partos. Depois de contar ao marido e de fazerem testes de DNA, as suspeitas confirmaram-se. Aquele recém-nascido não era mesmo seu filho. Os bebés tinham sido trocados. Três anos depois da descoberta, as famílias não querem trocar as crianças. Porquê? Vão deixar os meninos crescer e quando chegar a altura serão eles a tomar a decisão de trocar, ou não, de família. O pai de uma das crianças, Ahmed, falou com o responsável do hospital sobre as suspeitas da esposa, Salma Parbin, que lhe respondeu que Parbin precisava de ajuda psiquiátrica. Perante esta resposta, Ahmed, poderia ter desistido. Mas não o fez e continuou a sua investigação.

«A primeira vez que o vi, percebi que ele se parecia com o pai»

Ahmed pediu os registos de todos os nascimentos de 11 de março de 2015 e encontrou sete mulheres que tinham dado à luz no mesmo dia. Só uma dessas sete era da tribo Bodo – religião hindu – tal como Salma tinha suspeitado e contado ao marido. Depois da descoberta, o homem decidiu escrever uma carta à outra família e contar as suspeitas que o preocupavam. A 30 km da casa de Ahmed e de Salma, viviam Anil e Shewali Boro, que nunca suspeitaram que aquele bebé não fosse o seu. E marcaram um encontro. «A primeira vez que o vi, percebi que ele se parecia com o pai. Fiquei muito triste. Chorei. Somos da tribo Bodo. Não somos como os outros povos muçulmanos. Somos diferentes. Temos características da Mongólia», disse Shewali. A muçulmana Salma quis fazer a troca. A mãe hindu, Shewali, não o quis fazer. A mulher Bodo revelou que o bebé se habituou à família que o criou. E que por isso não queria fazer a troca. Depois de pensar, Salma assumiu também não estar preparada para abdicar da criança que teve desde o primeiro dia.

Famílias decidiram, por mútuo acordo, manterem os bebés trocados

Perante as diferenças das duas religiões – e tendo em conta que ambos os meninos estavam a ser educados em religiões diferentes das crenças da família biológica –, as famílias decidiram, por mútuo acordo, manter tudo como estava. «Uma criança é uma criança. É um dom de Deus. Não é hindu ou muçulmano», explicou Ahmed. Ambas as famílias ficam assim ligadas para sempre e, por isso, encontram-se regularmente para que possam acompanhar a vida dos filhos biológicos, ainda que não os eduquem.

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