Maddie McCann desapareceu há 12 anos. Conheça as últimas teorias e polémicas

Madeleine McCann desapareceu há exatamente 12 anos na praia da Luz, no Algarve. Mais de uma década depois ainda se fala no caso e continuam a surgir teorias

Maddie McCann desapareceu há 12 anos. Conheça as últimas teorias e polémicas

Madeleine McCann desapareceu há exatamente 12 anos na praia da Luz, no Algarve. Mais de uma década depois ainda se fala no caso e continuam a surgir teorias

Maddie McCann tinha quatro anos quando desapareceu, a 3 de maio de 2007, na praia da Luz, Algarve. Passaram-se 12 anos desde o seu desaparecimento e ainda não se sabe o que aconteceu à menina inglesa. São muitas as teorias, desde os pais da menina estarem envolvidos a um alegado raptor identificado por um homem de identidade espanhola. Os pais de Madeleine continuam a acreditar que um dia a menina irá aparecer. Certo é que poucos acreditam que Maddie McCann – a menina com uma mancha no olho direito – ainda esteja viva. Juntámos algumas das mais recentes teorias e polémicas do caso que ainda hoje continua aberto.

Madeleine pode ter morrido antes do dia 3 de maio de 2007

Em junho de 2017, um grupo de investigadores – composto por ex-polícias, ex-investigadores criminais, analistas de informação, alguns especialistas em fotografia digital, advogados, solicitadores e tradutores inglês-português – enviou uma carta à primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, e à comandante da Metropolitan Police Cressida Dick onde criticaram a forma como as autoridades inglesas conduziram a investigação. A carta só teve uma resposta formal onde referia que as informações enviadas seriam transmitidas às autoridades policiais encarregues da investigação.

Após a resposta, o grupo de investigadores decidiu escrever à Procuradora-Geral da República, Drª Joana Marques Vidal. Nessa carta todas as conclusões a que os investigadores chegaram foram transmitidas à PGR e apontam para «o facto de ser quase certo que a criança tenha morrido entre a tarde de Domingo e Segunda-Feira, dias 29 e 30 de Abril». Uma das provas que sustentam as conclusões destes investigadores é a última foto apresentada pelos McCann que teria sido tirada, alegadamente, no dia 3 de maio, altura em que a criança desapareceu.

Polícia britânica recebe 12,6 milhões de euros para investigação

Um porta-voz do governo britânico assegurou que o governo continua a ter interesse nesta investigação: «o governo continua empenhado na investigação ao desaparecimento de Madeleine McCann». O pedido de mais verbas foi feito em fevereiro e ao longo da última década foram feitos vários «reforços» a nível financeiro para que a Operação Grange, como é denominada, continuasse. De acordo com o jornal britânico Telegraph, desde 2011 foram investidos cerca de 11 milhões de libras (12,6 milhões de euros ao câmbio atual). Para esta investigação, foi acordado que o governo garantiria cerca de £ 154.000, ou seja, cerca de 176.196 mil euros, a cada seis meses.

Detetive Collin Sutton considera «quase impossível» encontrar Maddie McCann

Collin Sutton, um antigo prestigiado detective da Scotland Yard afirmou que «não entende» como é que a investigação do desaparecimento de Maddie McCann continuar a ser financiada, tendo em conta que é «quase impossível» encontrar a menina. Collin Sutton, que em 2007 foi um dos nomes apontados para liderar a investigação, revelou a uma televisão australiana que acredita que os últimos 200 mil euros investidos no caso de Maddie são recursos desperdiçados. O detective, que defende a teoria de que o cadáver de Maddie pode estar num dos mais de 600 poços antigos do Algarve, garante que passados 11 anos, encontrar a menina é um objectivo irreal.

Jovem estudante de Manchester assegura: «Eu sou Madeleine McCann»

Recentemente, soube-se que a investigação já ‘sorveu’ 15 milhões de euros e prossegue, desta vez focados na presença de uma pessoa que poderia ter a chave para a resolução do caso. Trata-se «de uma mulher vestida de roxo» vista em «atividades suspeitas no dia em que desapareceu Maddie». Agora, porém, as redes socias estão a ser inundadas de comentários contra uma jovem estudante que assegura ser Madeleine McCann. Harriet Brookes estuda na universidade de Leeds, em Manchester, Inglaterra, e assegura que tem «marcas nos olhos que coincidem com as de Maddie», assim como «manchas numa das pernas». A afirmação da jovem foi publicada na Internet e jamais pensou que todos se virariam contra ela, por considerarem, na sua maioria, que se trata de «brincadeira de muito maus-gosto» para com os pais da menina desaparecida.

Veja as imagens e conheça mais sobre esta teoria aqui!

Suspeito do desaparecimento de Maddie terá tentado raptar outra criança em Abrantes

Um homem de nacionalidade espanhola reconheceu o principal suspeito responsável pelo desaparecimento de Madeleine McCann. De acordo com o espanhol, o alegado raptor da menina inglesa representado num retrato robot é o mesmo homem que terá tentado raptar uma das suas filhas, num hotel em Abrantes, em 2001. Andrés revelou ao La Voz de Galicia que esteve em Portugal de férias numa viagem de família, com as duas filhas e a mulher, quando se deparou com o referido suspeito. Segundo o homem, tudo começou quando durante essas férias, quando uma das filhas, com 13 anos, ligou para o quarto dos pais a perguntar se o progenitor tinha ido ao seu quarto.

O turista de 45 anos ficou alarmado com a pergunta da menor e decidiu ir dormir para o quarto onde estavam as filhas, por precaução. Quando Andrés estava a dormir com as meninas, um homem entrou no quarto e ao ver que as crianças estavam acompanhadas fugiu e apenas se limitou a dizer: «Só ia ver das meninas». Ao ver o retrato robot realizado pelas autoridades do possível raptor de Maddie, o homem espanhol reagiu de imediato e garantiu que o suspeito representado tinha sido o homem que tinha tentado levar as suas filhas.

Hernâni Carvalho: «O país gastou muito mais dinheiro à procura da Maddie do que do Rui Pedro»

No seu mais recente livro, «O Índice da Maldade», Hernâni Carvalho faz uma tipologia dos crimes cometidos por vários assassinos portugueses… e explica as razões psicológicas e emocionais que levam estes homens e mulheres a cometer tais atrocidades. Manuel Palito, Renato Seabra, o Estripador de Lisboa, o Violador de Telheiras. Nomes (e alcunhas) de autores de crimes hediondos, cujas histórias vão ficar para sempre na memória coletiva. O jornalista, comentador e apresentador do programa «Linha Aberta», da SIC, diz que não há uma discrepância de maldade entre homens e mulheres.«As mulheres que cometem crimes são mais espertas e são menos apanhadas», garante.

Veja o vídeo com as declarações do jornalista aqui!

Maddie “foi congelada e depois cremada”, diz ex-inspetor da Polícia Judiciária

O primeiro responsável pela investigação ao desaparecimento de Maddie, a 3 de Maio de 2007, voltou à Praia da Luz. Esteve no Algarve e foi ao apartamento onde a criança, então com três anos, foi vista pela última vez. Numa reportagem da CMTV, Gonçalo Amaral aponta várias contradições do caso de há dez anos. E defende a teoria da morte acidental de Madeleine McCann. Teoria já avançada por uma especialista criminal que falou em “negligência e medicação” eventualmente dada pelos pais. Kate e Gerry McCann esconderam o corpo numa arca frigorífica, acredita Gonçalo Amaral

O inspector acredita que Kate e Gerry McCann são culpados da morte da criança e de ocultação de cadáver. Defende também que a menina morreu acidentalmente no apartamento e que, depois, os pais esconderam o corpo numa arca frigorífica. Gonçalo Amaral lembra, ainda, que os cães-polícia britânicos encontraram o odor a cadáver e a sangue no apartamento e num carro usado pelo casal.

(Leia mais aqui!)

Estas são apenas algumas das muitas teorias que envolvem a menina que faria 16 anos no mês de maio.

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