Saiba como reconhecer os colegas de trabalho tóxicos

Estudo da Universidade de Harvard foi realizado para ajudar as pessoas a fazer uma autoanálise e evitar erros futuros nas relações com colegas de trabalho.

Saiba como reconhecer os colegas de trabalho tóxicos

Saiba como reconhecer os colegas de trabalho tóxicos

Estudo da Universidade de Harvard foi realizado para ajudar as pessoas a fazer uma autoanálise e evitar erros futuros nas relações com colegas de trabalho.

«O que pensamos de como somos não costuma coincidir com a imagem que os outros têm de nós.» A afirmação é de Elisa Sánchez, psicóloga do trabalho que também se dedica à formação. «Há alguns anos, dava cursos orientados sobre como nos relacionarmos com pessoas difíceis. A maioria dos que iam a esses cursos eram, justamente, pessoas que poderiam ser etiquetadas como difíceis», explica. A especialista garante que há colegas de trabalho que tendem a comportar-se de forma tóxica sem que se apercebam de que estão a fazê-lo.

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Como reconhecer colegas de trabalho tóxicos

Ao conhecer alguém novo, tiramos conclusões quase imediatas que nos permitem formar uma ideia sobre confiamos ou não nessa pessoa. Aplicado ao trabalho, costumamos responder a essa pergunta avaliando quão próximo esse novo colega parece. «A calidez, a amabilidade, a atenção, a empatia… Estas características são vistas como sinais de que essa pessoa tem boas intenções. Por isso, parecer frio e distante pode, a longo prazo, também fazê-lo parecer tóxico», revela um estudo da Universidade de Harvard.

Uma das caraterísticas comuns a quem é tóxico no trabalho é a de que devem seguir sempre as normas. As regras que regem como as tarefas devem ser realizadas podem às vezes ser adaptadas por um motivo importante. As pessoas inflexíveis, entretanto, agarram-se às regras e asseguram-se de que todos os demais também o fazem. Até mesmo «quando não fazem sentido e se opõem diretamente à produtividade».

E se o ‘mau da fita’ formos nós?

Perceber que nos comportamos como colegas de trabalho tóxicos quando sempre estivemos convencidos do contrário pode causar problemas extra. Regra geral, as pessoas sentem-se incómodas quando têm crenças contraditórias e quando as ideias não correspondem com o que fazem. É o que em psicologia se chama dissonância cognitiva, definida como «estado desconfortável que ocorre quando se toma uma conduta inconsistente com as atitudes formadas».

Segundo a teoria da dissonância cognitiva, as pessoas que se encontram nessa situação vêem-se obrigadas a tomar algum tipo de atitude que ajude a resolver as discrepâncias entre essas crenças e condutas contraditórias. Geralmente, modificam a atitude para torná-la congruente com a conduta. Ou seja, provavelmente justificam o seu comportamento evitando pensar na possibilidade de que uma dessas explicações seja que realmente são colegas tóxicos.

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Como evitar que sejamos colegas tóxicos

Segundo Julia Dhar, é possível discordar de forma produtiva. Para isso, diz, é preciso «separar as ideias da identidade da pessoa que debate e encontrar um lugar comum a partir do qual começar (este é sempre o ponto de partida dos profissionais da prática do debate)». Se as pessoas precisarem de ajuda para colocar essa ideia em prática, existe uma aplicação, ASMRtist, que pode ajudar. A ferramenta reúne sons relaxantes, especialmente para os fãs de ASMR (resposta sensorial meridiana autónoma, na sigla em inglês). Este fenómeno caracteriza-se por uma sensação de relaxamento que pode ser acompanhada por um formigueiro na cabeça. Na aplicação, é possível encontrar do som da chuva, a água a ferver ou o som de uma bebida efervescente.

Texto: Cunthia Valente | WiN

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