A fogueira mediática de Trump: sexo, dinheiro e gravações

O rastilho para a fogueira mediática de Trump terá sido a descoberta de que foi infiel à mulher com uma atriz pornográfica. A quem pagou 114 mil euros pelo silêncio.

A fogueira mediática de Trump: sexo, dinheiro e gravações

O rastilho para a fogueira mediática de Trump terá sido a descoberta de que foi infiel à mulher com uma atriz pornográfica. A quem pagou 114 mil euros pelo silêncio.

Se existem gravações comprometedoras do atual presidente dos Estados Unidos da América, Tom Arnold vai encontrá-las em The Hunt for the Trump Tapes, a aguardada série VICELAND, que chega a Portugal hoje, às 23h30. O alegado mau comportamento de Donald Trump nos bastidores do reality show The Apprentice, nos bastidores do concurso Miss Universo, em entrevista a Howard Stern, em festas escandalosas ou ainda dentro de um elevador são algumas das pistas que o ator e humorista Tom Arnold irá seguir para apurar a verdade em Trump Confidencial.

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Em junho de 2006, no decorrer de uma festa na mansão da Playboy, em Los Angeles, Donald Trump conheceu a atriz e modelo Karen McDougal. Trocaram números de telefone e, uns dias depois, combinaram um encontro num hotel em Beverly Hills. Jantaram e tiveram, alegadamente, relações sexuais. A jovem confessou o envolvimento com o agora presidente dos EUA, movida pela «culpa». Na altura em que tiveram um caso, Trump era casado com a terceira mulher e acabava de ter outro filho.

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Na mesma altura, o representante da Casa Branca conheceu Stormy Daniels, atriz pornográfica com a qual também terá mantido uma relação extraconjugal. Estes escândalos só ficaram conhecidos quando, em 2016, Trump foi eleito presidente norte-americano. Durante a campanha eleitoral, as duas supostas amantes contaram os casos – negados por Trump – e o advogado tentou resolver os problemas. A pedido do cliente, pagou a Stormy Daniels pelo seu silêncio.

Modelo da Playboy recusou a oferta de Donald Trump para manter-se em silêncio

A modelo da Playboy não vendeu o silêncio e tentou obter mais dinheiro contando a sua história a David Pecker, dono de vários tablóides americanos. O responsável pagou 150 mil dólares, mas acabou por não publicar a história. As transações foram consideradas crimes de financiamento ilícito em campanha eleitoral. O advogado de Donald Trump foi interrogado e acabou por confessar à Polícia que comprou o silêncio a pedido do seu cliente.

Engravidou a mulher e a sogra ao mesmo tempo

O presidente americano voltou a negar, pela terceira vez, os factos. Mas desconhecia que o advogado tinha gravado várias conversas incriminatórias. Algumas dessas conversas foram investigadas por Robert S. Mueller no âmbito de uma operação de suspeita de ligações de Trump à Rússia, para que o Kremlin interferisse na sua campanha eleitoral e ajudasse a derrotar Hillary Clinton. Após mais um ano de investigações, Robert S. Mueller acredita no envolvimento de Trump com os russos, onde foram feitas elevadas transações de dinheiro, documentadas por diversas gravações incriminatórias. «Michael Cohen [advogado de Trump] converteu-se em bufo depois de o FBI ter feito algo impensável. Começou a caça às bruxas», escreveu o presidente americano na rede social Twitter, no passado dia 15 de dezembro. Cohen deu-se como culpado e aceitou um acordo de três anos de prisão. Mas afirmou que o seu antigo cliente foi «o instigador dos delitos cometidos». Trump acusou-o de ser um «rato». Os insultos não se ficaram por aqui.

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Para perceber como Donald Trump chegou à Casa Branca é preciso voltar aos 25 anos do atual presidente. Nessa época, tinha chegado há pouco a Manhattan e tentava de tudo para entrar nas altas esferas da elite da cidade. Queria, por isso, conseguir entrar no seleto Le Club, o que acabou alcançar depois de três tentativas falhadas. Ali, conheceu uma personagem sinistra da história da cidade: o advogado Roy Cohn, braço direito de mafiosos como Tony Salermo, chefe da máfia. Michael Cohen, uns 20 anos mais novo, também circulava pelas mesmas esferas, mas com o pai. O advogado acabou por transformar-se no homem de confiança de Trump e foi quem o ensinou a «dar golpes», segundo Marc Fischer, coautor do livro Trump a Descoberto.

Homem de confiança de Trump contactava funcionários russos para impulsionar a construção em Moscovo, para depois exigir troca de favores

Cohen começou a trabalhar na Fundação Trump em 2006. Era responsável por contactar funcionários russos para impulsionar a construção de arranha-céus em Moscovo, para depois exigir troca de favores. Essas conversas prolongaram-se até à campanha eleitoral, agora alvo de investigação por parte do FBI. O Ator e humorista Tom Arnold investiga gravações comprometedoras de Trump na série da Trump Confidencial, que estreia no canal Odisseia nesta segunda-feira, 7 de janeiro.

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