Protestos em Hong Kong obrigam a reforço policial de mil agentes reformados

A polícia de Hong Kong planeia reforçar-se com mil agentes aposentados para aliviar a pressão ao nível de pessoal devido aos violentos protestos que duram há quase cinco meses, noticiou hoje o jornal South China Morning Post.

Protestos em Hong Kong obrigam a reforço policial de mil agentes reformados

Protestos em Hong Kong obrigam a reforço policial de mil agentes reformados

A polícia de Hong Kong planeia reforçar-se com mil agentes aposentados para aliviar a pressão ao nível de pessoal devido aos violentos protestos que duram há quase cinco meses, noticiou hoje o jornal South China Morning Post.

Este seria o maior reforço policial desde que as autoridades começaram a chamar polícias reformados em agosto. «O destacamento dos ex-polícias não se limitará a [trabalhos como] varrer filmagens das câmaras de segurança, mas será organizado de acordo com as nossas necessidades operacionais», explicou uma das fontes citadas pelo diário e Hong Kong.

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Ou seja, «poderiam ser colocados na linha de frente para lidar com manifestantes, se necessário, dependendo de suas habilidades e experiência», acrescentou a mesma fonte.

A polícia de Hong Kong tem cerca de 30 mil elementos e aguarda o financiamento do Governo para avançar com a campanha de recrutamento. De acordo com documentação interna obtida pelo jornal, os anúncios de abertura de vagas vão ser publicados em novembro, com o processo de seleção a principiar no final do mês, devendo os ‘novos’ polícias iniciarem funções em março de 2020.

Libertado jovem que matou namorada e deu origem aos protestos em Hong Kong

Chan Tong-Kai, que confessou ter matado a namorada grávida durante umas férias em Taiwan, foi libertado esta quarta-feira, 23 de outubro. O caso é visto como o ponto de partida dos protestos que duram há cinco meses em Hong Kong.

Este acontecimento foi usado como exemplo para a possível alteração à lei de extradição, que levou centenas de milhares de pessoas para a rua. Os protestos partiram para exigências de democracia e liberdade política face a Pequim, outro elemento fundamental de toda a história.

Como o crime de Chan Tong-Kai foi cometido em Taiwan, ele não podia ser julgado em Hong Kong. No entanto, a falta de um acordo de extradição também não permitia que ele fosse julgado no país onde cometeu o crime. Desta forma, Chan Tong-Kai acabou por ser condenado a 29 meses de prisão por ter roubado dinheiro da namorada.

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