Candidato presidencial Bolsonaro teve alta hospitalar 23 dias após ataque

Jair Bolsonaro, o candidato do PSL à Presidência brasileira, recebeu este sábado alta do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, após 22 dias internado, de acordo com informações da instituição.

Bolsonaro recebeu alta por volta das 10:00 (hora local) e saiu pela lateral do edifício hospitalar sem prestar declarações à imprensa ou aos apoiantes que o aguardavam à porta do hospital, segundo a imprensa brasileira.

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O candidato do Partido Social Liberal (PSL) segue agora para o aeroporto de Congonhas, também em São Paulo, onde apanhará um voo com destino ao Rio de Janeiro, estado brasileiro onde reside, num condomínio na Barra da Tijuca, na zona oeste da cidade.

A alta hospitalar ocorre no mesmo dia em que estão marcados vários protestos por todo o Brasil, e por comunidades brasileiras espalhadas pelo mundo, contra e a favor do candidato da extrema-direita.

Jair Bolsonaro foi alvo de uma facada durante um ato de campanha, em Juiz de Fora, em Minas Gerais, no dia 06 de setembro, e esteve internado até este sábado.

Durante o período de internamento, Bolsonaro passou por duas cirurgias: uma para estancar a hemorragia, logo após o ataque, e outra, também de emergência, para corrigir um problema no intestino.

Durante o período em que esteve internado, Bolsonaro subiu nas intenções de voto dos brasileiros e consolidou a liderança da corrida eleitoral. Segundo uma sondagem realizada pela plataforma Ibope divulgada um dia antes do ataque, Bolsonaro tinha 22%. Nas mais recentes sondagens, de dia 26 de setembro, Bolsonaro registou 27% das intenções de voto.

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O candidato à Presidência do Brasil Jair Bolsonaro, que lidera as sondagens de intenção de voto no país com a preferência de 27% dos eleitores, disse que a imprensa está a lançar ataques para desconstruí-lo.

“Estamos na reta final para as eleições. Mais uma vez, parte da mídia de sempre lança seus últimos ataques na vã tentativa de me desconstruir. O sistema agoniza, vamos vencê-lo”, escreveu na plataforma Twitter.

O candidato, internado a 06 de setembro quando sofreu um atentado e foi atingido por golpes de faca na região do estômago durante um comício na cidade brasileira de Juiz de Fora, tem usado as redes sociais para falar com os seus eleitores.

Nesta mensagem, ele referia-se às reportagens publicadas na imprensa brasileira com acusações feitas pela sua ex-mulher, Ana Cristina Valle, no período em que o casal estava a divorciar-se e discutia a guarda de um filho.

A Folha de S.Paulo publicou na quarta-feira uma reportagem baseada em telegramas do Itamaraty, Ministério dos Negócios Estrangeiros no Brasil, em que o antigo embaixador do país na Noruega relatava que, em 2011, a ex-mulher de Bolsonaro chegou a pensar em pedir asilo naquele país, alegando que foi ameaçada de morte pelo político.

Depois da publicação da notícia, Ana Cristina Valle, que concorre a uma vaga na câmara baixa do parlamento brasileiro e adotou o sobrenome do ex-marido na campanha, negou essas ameaças.

Na quinta-feira, foi divulgada outra reportagem que visava Bolsonaro com base em acusações feitas pela ex-mulher, no processo de divórcio em 2008, publicada pela revista brasileira Veja, que revelou parte do processo em que Ana Cristina Valle acusava Bolsonaro de esconder património da Justiça Eleitoral e de a tratar de forma agressiva.

A primeira volta das eleições presidenciais do Brasil decorre no próximo dia 07 de outubro. Já a segunda volta está prevista para o dia 28 do mesmo mês.


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