Homem acusado de «trato degradante» por pais de Julen apaga mensagens das redes sociais

Camilo de Ory foi chamado a depor em tribunal após os pais de Julen, o menino que caiu e morreu num poço em Málaga, o terem acusado de tratar o caso de uma forma humilhante para a família, em mensagens nas redes sociais

Homem acusado de «trato degradante» por pais de Julen apaga mensagens das redes sociais

Camilo de Ory foi chamado a depor em tribunal após os pais de Julen, o menino que caiu e morreu num poço em Málaga, o terem acusado de tratar o caso de uma forma humilhante para a família, em mensagens nas redes sociais

Camilo de Ory foi acusado formalmente pelos pais de Julen, a criança de dois anos que morreu após ter caído num poço em Málaga, de “passar uma linha vermelha” com comentários sobre o resgate do menor, no Twitter. O homem, que publicou numerosas mensagens sarcásticas nas redes sociais na altura da tragédia, foi levado a tribunal para se defender do “trato degradante” apontado pela família de Julen.

Contudo, Camilo apagou todos os twits relativos à operação de salvamento de Julen esta segunda-feira, dia 20 de maio, um dia antes de ser interrogado por um juiz no Tribunal de Instrução número 6 de Madrid. Num comunicado enviado às redacções espanholas, o acusado justifica que não apagou as publicações antes por uma questão de “coerência”, já que nos comentários não tinha a “intenção de ofender ninguém”.

Os posts apagados eram de humor negro e falavam sobre o “circo mediático” que foi montado à volta do caso, desde o momento em que o menor caiu no poço, dia 13 de janeiro deste ano. Com estas mensagens, o homem ganhou mais de dois mil seguidores no Twitter.

Camilo também explica que eliminou as publicações agora porque, até ao momento, não tinha tido acesso ao texto na íntegra da denuncia feita pela advogada da família do menino. «[No documento] percebi o mau-estar que os pais da criança falecida sentiam pelo conteúdo [das publicações]”, pode ler-se na nota. Camilo refere que também retirou as mensagens após ter tido conselho legal. O acusado ainda salienta que não se está a tentar “desculpar” mas sim explicar toda a situação.

Camilo foi acusado de violar o artigo 173º do Código Penal espanhol, que se refere ao crime de difamação, e pode enfrentar uma pena de prisão entre seis meses a dois anos.

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