Moita Flores sobre Maddie: «A única coisa que não aconteceu foi um rapto»

No fim de semana em que é assinalado o Dia Internacional das Crianças Desaparecidas, o ID – Investigation Discovery estreia o documentário ‘The Madeleine McCann Mystery’ a 26 de maio às 23 horas.

Moita Flores sobre Maddie: «A única coisa que não aconteceu foi um rapto»

No fim de semana em que é assinalado o Dia Internacional das Crianças Desaparecidas, o ID – Investigation Discovery estreia o documentário ‘The Madeleine McCann Mystery’ a 26 de maio às 23 horas.

À semelhança daquilo que já fez a Netflix, o ID – Investigation Discovery estreia o documentário ‘The Madeleine McCann Mystery’ a 26 de maio às 23 horas, no fim de semana em que é assinalado o Dia Internacional das Crianças Desaparecidas.

O especial de duas horas analisa o desaparecimento mais mediático do século, e relata o que realmente aconteceu naquela fatídica noite, há 12 anos.

No dia 3 de maio de 2007, a Praia da Luz, no Algarve, tornava-se no centro do mundo. Uma menina britânica de três anos desaparecia do quarto onde
dormia, no complexo de apartamentos onde passava férias com a família. O nome correu os quatro cantos do planeta e está gravado na mente de todos
os portugueses: Madeleine McCann. 12 anos após o desaparecimento mais mediático do século, a verdade continua por apurar.

Durante duas horas, o programa, que tem estreia marcada para 26 de maio às 23 horas, analisa a fundo cada detalhe da história, criando uma linha cronológica desde o momento em que Madeleine desapareceu, até às acções levadas a cabo pelas autoridades e aos esforços dos pais para encontrá-la.
O documentário ‘The Madeleine McCann Mystery’ conta com testemunhos dos principais intervenientes na história. Gonçalo Amaral, ex-inspetor da Judiciária responsável pelo caso, Francisco Moita Flores, antigo inspetor e Fernando Pinto Monteiro, Procurador-Geral da República à época, entre outros, são alguns dos protagonistas da história. O especial de duas horas contém ainda testemunhos de especialistas e jornalistas norte-americanos que acompanharam o caso.

Gonçalo Amaral, tal como já fez no documentário da Netflix, levanta questões: «Os lençóis estavam como se ninguém estivesse estado deitado e a manta que ela costumava usar para dormir, estava impecavelmente dobrada na cabeceira da cama. Não havia elementos que apontassem para um rapto. No entanto, havia a necessidade de continuar a investigação.», diz. Mas o investigador, que muita tinta já fez correr ao longo destes 12 anos, vai mais longe.

«Os gémeos estavam a dormir e ficaram assim durante várias horas, apesar do barulho dentro do apartamento. Isto leva-nos a pensar que tanto a Madeleine como os gémeos tomaram uma droga chamada Calpol, que ajuda as crianças a adormecer. O avô das crianças admitiu numa entrevista que Kate costumava dar a Maddie e aos gémeos Calpol, para adormecerem. A conclusão a que chegámos é que esta morte teria sido acidental.».

Pinto Monteiro é outros dos intervenientes do documentário.

«Fechei o caso quando confirmei que não havia provas novas. Estes crimes são muito difíceis de investigar. Neste caso a minha consciência está cem por cento limpa. Não há mais nada que pudesse ter feito.»

Já Moita Flores diz acreditar que Madeleine McCann morreu em Portugal, na Praia da Luz. «Estou convencido de que a única coisa que não aconteceu foi um rapto. Aconteceu outra coisa qualquer. Pode ter sido um acidente, pode ter sido um crime deliberado, podem ter sido várias coisas, mas o que é certo é que há uma enorme probabilidade de aquela criança ter morrido na Praia da Luz.»

‘The Madeleine McCann Mystery’ estreia a 26 de maio às 23 horas, no ID – Investigation Discovery, um exclusivo NOS.

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