Crianças para adoção desfilam em passerelle de centro comercial

Crianças e adolescentes, dos 4 aos 17 anos, desfilaram quarta-feira na passerelle de um centro comercial no Brasil para quem estivesse interessado em adoptá-las.

Crianças para adoção desfilam em passerelle de centro comercial

Crianças para adoção desfilam em passerelle de centro comercial

Crianças e adolescentes, dos 4 aos 17 anos, desfilaram quarta-feira na passerelle de um centro comercial no Brasil para quem estivesse interessado em adoptá-las.

«Adopção na passarela» foi o nome dado ao evento que decorreu num centro comercial em Cuiabá, Brasil, no qual dezenas de crianças e adolescentes desfilaram para um público de eventuais interessados em adoptá-las. O desfile, organizado pela Comissão de Infância e Juventude da Ordem dos Advogados do Brasil e pela Associação Mato-grossense de Pesquisa e Apoio à Adoção, tem sido duramente criticado na comunicação social brasileira e nas redes sociais.

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Desfile de crianças e adolescentes para adoção acontece pela terceira vez

Os menores que participaram no evento têm idades compreendidas entre os quatro e os 17 anos e estavam devidamente produzidos. Os ataques ao desfile apontam que «o evento está mercantilizar» crianças. «Viola direitos humanos e representa crueldade incalculável» para os menores. Guilherme Boulos, candidato às últimas eleições presidenciais, declarou que a iniciativa tem «efeitos devastadores» para as crianças e que expressa uma «perversidade inacreditável». No entanto, há quem concorde com o desfile. Classificam-no de «acção de sensibilização benéfica» os órfãos. É a terceira edição do evento.

Um dia «diferente para as crianças» em que podem «produzir-se»

«É uma noite para os pretendentes – as pessoas que estão aptas a adoptar – poderem conhecer as crianças. A população pode ter mais informações sobre o processo de adopção e as crianças podem ter um dia diferente. Podem produzir-se, arranjar o cabelo, escolher roupa e usar maquilhagem no desfile», explica Tatiane de Barros Ramalho, presidente da Comissão de Infância e Juventude, responsável pela organização do projecto.

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