António Joaquim recorda vida na prisão: «É angustiante olhar para uma porta que não tem puxador»

O arguido foi detido preventivamente, em setembro de 2018, num anexo à sede da Polícia Judiciária, em Lisboa. Considerada uma prisão de alta segurança, António Joaquim recorda a experiência como «angustiante».

António Joaquim recordou, em entrevista à SIC, a vida na prisão. Acusado de ter matado Luís Grilo, em conluio com Rosa Grilo, companheira da vítima, o suspeito encontra-se a aguardar a leitura do acórdão em liberdade, desde o dia 6 de dezembro do ano passado.

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«Olhar para uma porta sem puxador, que parece uma parede, é angustiante»

O arguido foi detido preventivamente, em setembro de 2018, num anexo à sede da Polícia Judiciária, em Lisboa. Considerada uma prisão de alta segurança, António Joaquim recorda a experiência como «angustiante». «Estar fechado num espaço pequeno e olhar para uma porta sem puxador, que parece uma parede, é assustador.»

António Joaquim teve alguns atritos com outros reclusos na prisão

Na prisão, António Joaquim partilhava o mesmo espaço com reclusos acusados de crimes sexuais e violência doméstica. «O pátio era pequeno e é complicado partilhar espaço com 15 pessoas.» Em situações pontuais, teve «alguns atritos» por ter sido «conotado com crimes sexuais».

«Não me arrependo de absolutamente nada»

Desde que saiu em liberdade, o arguido já saiu à rua e já frequentou espaços públicos. «Sinto que as pessoas demoram mais tempo a olhar para mim.» António Joaquim acredita que se vai fazer «justiça» e revela que, neste últimos dois anos, «não se arrepende de absolutamente nada».

Texto: Jéssica dos Santos

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