Pinto da Costa | «Quando era pequeno queria ser sinaleiro»

Pinto da Costa foi uma das figuras presentes no evento ‘Conversas de Mão Cheia- «Quando eu tinha cinco anos»

Com cinco anos, Jorge Nuno Pinto da Costa estava longe de imaginar que se tornaria presidente do Futebol Clube do Porto. Até porque o seu grande sonho era ser sinaleiro.

No quinto aniversário da Casa Ronald McDonald do Porto, várias figuras públicas foram desafiadas a contar histórias de quanto tinham cinco anos de idade. O evento ‘Conversas de Mão Cheia’ contou com os relatos de Pinto da Costa, Sónia Araújo, Diana Pereira, Daniel Bessa e Manuel Serrão.

«Quando era pequeno queria ser sinaleiro. Lembro-me perfeitamente que queria ser sinaleiro porque gostava de ir ao cruzamento Sá da Bandeira ver o sinaleiro com as luvas brancas. Se fosse hoje, provavelmente, queria ser semáforo», disse Pinto da Costa perante a plateia no evento.

Pinto da Costa é o quarto de seis irmãos. «Era ‘um ver se te avias’ mas éramos todos unidos», começa por dizer ao recordar a sua história dos cinco anos. «Um dia houve um surto de raiva nos animais e queriam abater todos os gatos da cidade. Nós adorávamos animais e tínhamos 12 gatos em casa. Decidimos então esconder os gatos nos fundos de uma garagem sem que os nossos pais soubessem. Um dos empregados descobriu o nosso segredo e contou aos nossos pais», contou o dirigente desportivo.

«Mas se depois de uma semana eles não tinham raiva, é porque estava tudo bem», terminou, entre risos.

À conversa com o nosso site, Jorge Nuno relembrou a importância de eventos como este e de «lembrar que existe esta casa, e que as crianças precisam de nós».

«As crianças não têm possibilidade de conviverem umas com as outras, porque desde tenra idade, por culpa nossa, adultos, se vê crianças agarradas aos telemóveis e ipads. Não sabem brincar, não sabem conversar. Acho que é uma pena, e acho que os pais deviam olhar para isso», disse Pinto da Costa, em declarações exclusivas ao nosso site, comparando com a vivência que teve em criança.

Pinto da Costa não foi criança de brincar na rua como tantos outros da sua geração. «Na casa onde vivíamos tínhamos um grande jardim onde até jogávamos hóquei. Quando não estávamos na escola, o dia era pequeno. Estávamos sempre com imaginação para criar brincadeiras novas», recorda, dizendo que era o mais calmo de todos os irmãos.

Pinto da Costa afirma que a maior diferença entre a sua infância, a dos filhos, e a dos netos, é a «questão dos telemóveis» e a impossibilidade das crianças de hoje em dia brincarem  na rua.

 

 

O líder dos Dragões recordou ainda, com carinho, a prenda que mais gostou de receber. Não por ocasião do Natal mas sim pelo seu aniversário.

«Quando éramos crianças e fazíamos anos, enquanto dormíamos, punham-nos a prenda aos pés da cama. De modo que, se acordássemos durante a noite, ou se um acordasse, acordava o outro para ver o que era a prenda», conta, entre risos.

«Fiquei extasiado perante um gato de peluche de tamanho natural. Foi a prenda que mais me marcou», recorda, sobre o presente do seu sétimo aniversário.

Para além da Casa Ronald McDonald do Porto que oferece apoio gratuito às famílias encaminhadas e referenciadas pelo Centro Hospitalar de São João-Porto (Hospital São João e IPO-Porto), Jorge Nuno recordou ainda o papel da Casa do Dragão.  É uma casa onde ficam jovens atletas deslocados que estudam no colégio Júlio Dinis, no Porto. À noite, na Casa do Dragão, onde dormem, é onde encontram família.

 

«É uma casa onde existem sonhos, tal como na casa Ronald McDonald», termina.

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Texto: Cynthia Valente com Marta Amorim | WIN Porto

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