Profissionais em teletrabalho sentiram que a pandemia afetou mais as suas vidas

Profissionais que estiveram em teletrabalho sentiram que a pandemia afetou “mais as suas vidas”, comparativamente com trabalhadores que continuaram a exercer a sua profissão presencialmente.

Profissionais em teletrabalho sentiram que a pandemia afetou mais as suas vidas

Profissionais em teletrabalho sentiram que a pandemia afetou mais as suas vidas

Profissionais que estiveram em teletrabalho sentiram que a pandemia afetou “mais as suas vidas”, comparativamente com trabalhadores que continuaram a exercer a sua profissão presencialmente.

Profissionais que estiveram em teletrabalho sentiram que a pandemia afetou “mais severamente as suas vidas”, comparativamente com trabalhadores que continuaram a exercer a sua profissão presencialmente, concluiu um estudo do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra.

“Dados de inquérito aplicado à população revelam que profissionais em teletrabalho sentiram que a pandemia afetou mais severamente as suas vidas e sentiram um maior impacto emocional, comparativamente a profissionais que continuaram a exercer a sua profissão presencialmente”, divulgou hoje o Centro de Estudos Sociais (CES), em nota de imprensa enviada à agência Lusa.

O estudo, que está integrado numa parceria internacional que envolve mais de 40 universidades nos cinco continentes (30 países), procura avaliar os impactos da pandemia de covid-19 ao nível do bem-estar psicológico e relacional, em indivíduos casados ou numa relação amorosa, comparando as respostas dos participantes durante a fase de confinamento e durante o desconfinamento progressivo.

Os inquiridos do género feminino “revelaram sentir maior impacto emocional face à pandemia”, sendo que todos os participantes referem uma diminuição do impacto da pandemia nas suas vidas após o desconfinamento.

Os resultados preliminares também sugerem “uma redução da satisfação conjugal” da fase de confinamento para a fase de desconfinamento, sendo o resultado “mais evidente no caso dos participantes do género feminino”, refere o CES.

De acordo com a nota, os dados sugerem também que “quanto pior for a satisfação conjugal, mais elevados serão os indicadores de depressão, ansiedade e stress, tendo este resultado sido mais saliente” na fase de confinamento.

A satisfação dos participantes em relação à habitação também revelou ser uma variável importante na forma como as pessoas vivem a pandemia, confirmando as conclusões de um outro estudo da Universidade de Coimbra em torno dessa área.

O estudo, liderado pela Universidade do Estado do Arizona (Estados Unidos), contou com 556 participantes na fase de confinamento em Portugal e 139 na fase de desconfinamento.

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