Polícia Judiciária apreende telemóvel de Sérgio Conceição

Operação policial procurou provas da eventual falsificação de testes de futebolistas à covid-19, com Shoya Nakajima no centro da questão. Também o telemóvel de Pinto da Costa foi visado.

Polícia Judiciária apreende telemóvel de Sérgio Conceição

Polícia Judiciária apreende telemóvel de Sérgio Conceição

Operação policial procurou provas da eventual falsificação de testes de futebolistas à covid-19, com Shoya Nakajima no centro da questão. Também o telemóvel de Pinto da Costa foi visado.

A Polícia Judiciária apreendeu os telemóveis de Sérgio Conceição e de Nélson Puga, respetivamente treinador e diretor do departamento médico dos azuis e brancos. A apreensão surge na sequência das buscas realizadas nesta quinta-feira, 20 de maio, no Centro de Treinos e Formação Desportiva Olival/Crestuma, em Vila Nova de Gaia.

A diligência visou a recolha de provas da eventual falsificação de resultados de testes à covid a que foram sujeitos os futebolistas dos dragões nos últimos meses. Caso se prove aquele tipo de falsificação, estarão em causa crimes de propagação de doençapuníveis com pena de prisão de um a oito anos. De acordo com o JN, os inspetores mobilizados para a Operação Covid Free, que incluiu cerca de uma dezena de buscas na região do Porto e do Algarve, também estavam interessados no telemóvel de Pinto da Costa.

Juiz Carlos Alexandre obrigado a estar presente

Apesar disso, não foi possível apurar se o telemóvel lhe foi apreendido ou apenas o respetivo conteúdo. Por regra, quando os meios técnicos o permitem, a PJ limita-se a fazer a clonagem dos dados dos telemóveis, para não privar os proprietários dos seus aparelhos. A diligência no Olival foi das mais demoradas, tendo terminado apenas por volta das 22 horas, numa operação que teve início na manhã desse mesmo dia.

A verdade é que a presença de um juiz de instrução foi necessária nas várias buscas realizadas a laboratório por estarem em causa dados pessoas e protegidos por sigilo médico. Assim, Carlos Alexandre, foi ‘obrigado’ a estar presente em todas elas, situação que atrasou as diligências. A partir da suspeita de falsificação de um teste ao futebolista Shoya Nakajima, que o FC Porto emprestou a um clube árabe em janeiro último, os inspetores procuraram provas para esclarecer se o laboratório Unilabs “agirá ou terá agido a mando de responsáveis do Futebol Clube do Porto, com o expresso intento de ocultação desse e doutros eventuais casos de covid-19”.

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