Siamesas da Tanzânia morrem aos 21 anos [vídeo]

Unidas do umbigo para baixo, as siamesas da Tanzânia, como ficaram conhecidas, morreram aos 21 anos. O funeral recebeu centenas de pessoas e foi transmitido pela TV.

A gémeas siamesas da Tanzânia morreram aos 21 anos. Unidas do umbigo para baixo, as jovens sempre recusaram a operação que as podia ter separado.

María e Consolata Mwakikuti ganharam estatuto de celebridade na Tanzânia e ficaram conhecidas em todo o mundo. A população da Tanzânia acompanhou sempre de perto cada conquista das jovens, que se tornaram um exemplo de a seguir.

Concluíram os estudos universitários e eram professoras primárias. Feitos impressionantes para quem nasceu com uma esperança de vida de apenas quatro anos.

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As siamesas estavam unidas do umbigo para baixo e partilhavam pulmões e fígado. Contudo, cada uma tinha o seu próprio coração e braços.

Perderam os pais quando tinham apenas 5 anos, tendo sido criadas pela Fundación Católica María Consolata. A fundação custeou estudos, tratamentos médicos e gastos pessoais.

Os responsáveis pela sua educação enfrentaram alguns problemas burocráticos. Quando terminaram o ensino secundário, houve uma longa batalha legal para que pudessem prosseguir estudos.

Siamesas recusaram sempre serem separadas. «Somos uma só e assim será para sempre»

As universidades não aceitavam que as duas se graduassem, visto ser impossível prestas provas em separado. «Conseguimos lutar contra tantas adversidades, mas não nos vemos como heroínas.

«Queremos, sim, ser um exemplo para as pessoas que têm problemas. Queremos que vejam que há sempre esperança e solução para tudo.

«Só a morte não tem solução», afirmaram, no dia em que ingressaram na universidade. Foram várias vezes contactadas pelos melhores especialistas do mundo para se submeterem a uma intervenção cirúrgica para as separar, mas nunca o quiseram fazer. «Somos uma só e assim será para sempre».

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No início deste ano, foram internadas no Instituto Cardíaco Jakaya Kikwete, com complicações no coração e nas vias respiratórias.

Lutaram até agora, mas a batalha terminou. María y Consolata Mwakikuti faleceram no hospital, rodeadas pelos amigos. No Twitter, o presidente da Tanzânia, John Magufuli, deixa uma emotiva homenagem.

«Estou de coração partido com a morte de María e Consolata. Quando as visitei no hospital, estavam a rezar pela nação. Pensaram sempre mais nos outros do que nelas próprias. As minhas condolências para a congregação, a família e os amigos».

Milhares de pessoas prestaram última homenagem às siamesas no funeral

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