‘Monstro do Seixal’ matou filha e sogra há um ano. «Quando é que as lágrimas vão acabar?»

Um ano depois, Sandra Cristina recorreu à sua página do Facebook para assinalar a data em que perdeu a mãe e a filha.

'Monstro do Seixal' matou filha e sogra há um ano. «Quando é que as lágrimas vão acabar?»

‘Monstro do Seixal’ matou filha e sogra há um ano. «Quando é que as lágrimas vão acabar?»

Um ano depois, Sandra Cristina recorreu à sua página do Facebook para assinalar a data em que perdeu a mãe e a filha.

Pedro Henriques, de 39 anos, degolou a sogra Helena, de 60 anos, e, depois, fugiu com a filha Lara, de 2 anos. A menina morreu asfixiada no interior da bagageira do carro onde este a deixou. No fim, o ‘Monstro do Seixal’ acabou por se suicidar.

Um ano depois, Sandra Cristina recorreu à sua página do Facebook para assinalar a data em que perdeu a mãe e a filha. «Não existe explicação racional para tal atrocidade. Não existe sentimento que sirva para descrever o que senti e sinto. Quando é que as lágrimas vão acabar?», pode ler-se na publicação.

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Reconstituição dos crimes

Tudo começou quando o homem foi a casa da ex-companheira deixar alegadamente a menina, na Cruz de Pau. Pedro e a sogra, terão começado a discutir mal o homem chegou à habitação. Nisto, o assassino mata a mãe da ex-companheira à facada. Lara, a única filha do ex-casal, não terá visto a avó a morrer, pois ao que tudo aponta estava a dormir no veículo estacionado à porta do prédio. Às 6h00 desse dia, Pedro tinha ido tomar café à pastelaria Orly, também no Seixal, onde já tinha ameaçado o sogro, Rui.

Após ter matado a mulher de 60 anos, o suspeito pôs-se em fuga com a filha. Neste momento, as autoridades já procuravam Pedro. Por volta das 8h30, o progenitor ligou para o INEM a informar que a filha estava morta dentro de veículo que se encontrava perto do McDonalds de Corroios e avisou que se ia suicidar. Poucos dias depois, foi divulgado que a menina morreu estrangulada e que o seu corpo foi atirado para a bagageira do referido ligeiro.

Dentro do carro, no tablier, Pedro deixou uma carta. Na mensagem, que sugere que o homicida tenha planeado os crimes, o homem dirige-se à antiga  companheira e deixa-lhe um curto recado: «[A culpa ] não é minha, não é de ninguém», avançou o Correio da Manhã. Por volta das 10h00, o suspeito é encontrado morto na zona de Castanheira de Pera, em Leiria, perto da casa dos pais. Pedro suicidou-se com uma caçadeira, que se encontrava junto ao seu cadáver.

Das 8h00 até às 10h00, a PJ de Setúbal, terá tentado fazer de tudo para impedir o trágico final deste caso. A Judiciária terá divulgado uma fotografia do homem à GNR  e PSP, controlou estradas e portagens. No entanto, nada conseguiu fazer para evitar que três pessoas morressem.

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