O engano que matou 176 «inocentes». Irão admite ter abatido avião ucraniano

«Mísseis lançados por engano provocaram a queda do avião ucraniano e a morte de 176 inocentes», admitiu o presidente do Irão.

O engano que matou 176 «inocentes». Irão admite ter abatido avião ucraniano

O engano que matou 176 «inocentes». Irão admite ter abatido avião ucraniano

«Mísseis lançados por engano provocaram a queda do avião ucraniano e a morte de 176 inocentes», admitiu o presidente do Irão.

O Irão admitiu este sábado, 11 de janeiro, que o avião ucraniano que se despenhou na quarta-feira em Teerão, matando todas as 176 pessoas a bordo, foi abatido inadvertidamente por militares iranianos. O Presidente do Irão afirmou que o país «lamenta profundamente» ter abatido um avião civil ucraniano, sublinhando tratar-se de «uma grande tragédia e um erro imperdoável».

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«O inquérito interno das forças armadas concluiu que lamentavelmente mísseis lançados por engano provocaram a queda do avião ucraniano e a morte de 176 inocentes», admitiu Hassan Rohani, numa mensagem divulgada na rede social Twitter. «As investigações continuam para identificar e levar à justiça os responsáveis», acrescentou.

Também o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano apresentou «as desculpas» do país pela catástrofe do Boeing 737 da companhia Ukrainian Airlines, depois de as forças armadas terem igualmente reconhecido que o avião foi abatido por erro. «Dia triste», escreveu Mohammmad Javad Zarif no Twitter. Um «erro humano em tempos de crise causada pelo aventureirismo norte-americano levaram ao desastre», acrescentou.

«O nosso profundo arrependimento, desculpa e condolências ao nosso povo, às famílias das vítimas e às outras nações afetadas» pelo drama, disse o ministro.

O Estado-maior das forças armadas do Irão garantiu à população do país que «o responsável» pela tragédia do Boeing ucraniano abatido na quinta-feira nos arredores de Teerão, vai ser imediatamente apresentado à justiça militar. «Garantimos que ao realizar reformas fundamentais nos processos operacionais ao nível das forças armadas, vamos tornar impossível a repetição de tais erros», acrescentou, em comunicado.

Avião despenhou-se dois minutos após a descolagem

Até aqui, o Irão tinha negado que um míssil fosse responsável pelo acidente. Mas os Estados Unidos e o Canadá afirmaram, citando informações dos respetivos serviços de segurança, que o acidente foi causado por um míssil iraniano.

O avião, um Boeing 737 da companhia aérea Ukrainian International Airlines, descolou de Teerão, com destino a Kiev, despenhando-se dois minutos após a descolagem nos arredores da capital iraniana.

O acidente ocorreu horas depois do lançamento de 22 mísseis iranianos contra duas bases da coligação internacional liderada pelos Estados Unidos, em Ain Assad e Erbil, no Iraque, numa operação de vingança pela morte do general iraniano Qassem Soleimani.

O aparelho, com destino a Kiev, transportava 167 passageiros e nove tripulantes de várias nacionalidades, incluindo 82 iranianos, 11 ucranianos, dez suecos, quatro afegãos, três alemães e três britânicos. Na sexta-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros canadiano reviu em baixa que o número de vítimas do país, que passou de 63 para 57, após uma «análise aos documentos de viagem das vítimas».

No entanto, o número total de passageiros que tinham como destino final o Canadá mantém-se em 138, disse François-Philippe Champagne, em conferência de imprensa.

Lusa

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