61% dos profissionais acham que salário não cobre aumento do custo de vida

Estudo inquiriu 34 200 profissionais de 25 países.

61% dos profissionais acham que salário não cobre aumento do custo de vida

61% dos profissionais acham que salário não cobre aumento do custo de vida

Estudo inquiriu 34 200 profissionais de 25 países.

Segundo o mais recente estudo do Grupo Adecco, Global Workforce of The Future Report 2022, as empresas devem estar mais do que nunca do lado dos seus colaboradores, especialmente perante a crescente incerteza económica, apoiando-os no que toca às preocupações financeiras e ao seu bem-estar, evitando a saída de talento.

Esta terceira edição do estudo global do Grupo Adecco, que inquiriu 34 200 profissionais de 25 países, é o maior, mais completo e transversal estudo promovido pelo Grupo.

Segundo Denis Machuel, CEO global do Grupo Adecco, as empresas devem “reavaliar o compromisso com as suas pessoas e não se focarem apenas no aumento salarial, que continua a ser a ferramenta principal de atração de profissionais, mas por si só, insuficiente para reter talento. Esta é uma forma de evitarem a tentação de demissão por parte dos colaboradores – fenómeno que está a massificar-se a nível global”. Ao irem de encontro às expetativas dos colaboradores, as empresas devem repensar o seu posicionamento no que diz respeito à flexibilidade, pois poderá ser um fator decisivo para quem está a ponderar sair ou ficar.

Denis Machuel refere ainda que para enfrentar este problema as empresas “devem apostar em estratégias de retenção como a sua principal prioridade, assegurando que os gestores tenham conversas sobre a progressão profissional com os membros das suas equipas”. Para o CEO do Grupo Adecco, nunca é demais reforçar a importância de investir na força de trabalho de uma empresa e proporcionar oportunidades de aprendizagem ao longo da carreira: “A requalificação e a atualização de competências são fundamentais se quisermos reforçar a ligação entre líderes e os seus colaboradores no novo mundo do trabalho”.

Aumento do custo de vida leva trabalhadores a aceitarem trabalho extra

Ainda a viver sob um clima de pandemia, um conflito de guerra e uma recessão iminente, o estudo revela que 3 em cada 5 (61%) trabalhadores estão preocupados que o seu salário não seja suficiente para fazer face às atuais taxas de inflação e ao aumento significativo do custo de vida. Isto leva naturalmente a uma procura por diferentes fontes de rendimento, mais incidente na geração Millennial.

Quitinfluencers ameaçam contágio de demissão em massa

Questões como o excesso de volume de trabalho, fragilidades na saúde mental, falta de oportunidades de progressão na carreira e falta de investimento na requalificação profissional são algumas das áreas que levam à ascensão do quitfluencer. Globalmente, a Gen Z tem 2,5 vezes mais probabilidades de serem influenciados a demitirem-se do que os Baby Boomers. Os resultados do estudo mostram uma clara necessidade de as empresas se concentrarem em soluções de retenção, visto que quase um terço dos trabalhadores a nível mundial (27%) diz ter a intenção de deixar o seu emprego dentro dos próximos 12 meses. Aqui reside uma oportunidade para as empresas intervirem e inverterem esta tendência ao investirem em estratégias de requalificação e retenção.

As gerações mais jovens exigem flexibilidade

Diferentes das gerações anteriores, os Gen Z não se reveem na ideologia de um trabalho para a vida. Atualmente, quase metade (47%) tem uma semana de trabalho de quatro dias, em comparação com apenas 18% dos Baby Boomers. Embora a semana de trabalho de quatro dias ainda não seja um fator decisivo na escolha de um emprego, este panorama pode mudar rapidamente e as empresas devem criar um ambiente de trabalho flexível para que as pessoas se sintam felizes e motivadas a longo prazo. Reter talento em 2023 não é sinónimo de salário, as empresas precisam de assegurar regimes de trabalho flexíveis e um equilíbrio mais saudável da vida profissional.

Profissionais satisfeitos e leais dependem de vários fatores

As conclusões do estudo deixam claro que os profissionais do futuro não serão persuadidos a manterem-se na sua atual posição pela retribuição. Embora no passado o salário tenha sido um instrumento de recrutamento eficaz, hoje é secundário. A satisfação profissional passa antes por oportunidades de desenvolvimento, progressão na carreira, flexibilidade, saúde mental e bem-estar. Este é o momento para as empresas darem prioridade ao compromisso com os seus trabalhadores e garantirem que as suas pessoas têm um propósito e uma motivação no trabalho a fim de evitar uma crise de demissão.

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