Morreu o professor envenenado por colega da mesma escola

Polícia brasileira apura suspeita de envenenamento e diz que caso é «prioridade máxima». Professor sentiu-se mal após beber sumo de uva oferecido por colega.

Morreu o professor envenenado por colega da mesma escola

Polícia brasileira apura suspeita de envenenamento e diz que caso é «prioridade máxima». Professor sentiu-se mal após beber sumo de uva oferecido por colega.

Odailton Charles Albuquerque Silva, de 50 anos, tomou um sumo de uva no decorrer de uma reunião na escola onde foi diretor durante seis anos, em Águas Claras, Brasil. Poucos minutos depois, começou a sentir-se mal. Durante a crise, enviou áudios angustiantes a familiares e colegas, a pedir ajuda e a detalhar o estado de saúde. O docente chegou a dizer nas gravações de WhatsApp que havia alguma substância estranha na bebida oferecida pela colega, na reunião do passado dia 30 de janeiro. Segundo o jornal Metrópoles, o diretor tinha confidenciado a um amigo, e também docente na mesma escola, que estava com problemas com a colega, precisamente a pessoa que lhe ofereceu o sumo na reunião.

LEIA DEPOIS
Mulher presa em tempestade de neve pede socorro através do Tinder

Antigo diretor da escola frisou que a colega estava «com cara de poucos amigos»

Numa mensagem enviada ao amigo, o antigo diretor da escola frisou que a colega estava «com cara de poucos amigos» e confessou ainda não ter vontade de aceitar a bebida, mas não queria «fazer uma desfeita». Perante as dificuldades do professor, uma funcionária chamou uma ambulância ao local. A mulher do docente encontrou-o numa maca, no corredor do hospital, com convulsões. «Estava inconsciente, tremia, babava sem parar e contorcia-se a todo o momento», explicou a viúva. Após primeira observação, os médicos avançaram com a hipótese de envenenamento, o que acabou por confirmar-se.

Professor faleceu após cinco dias em morte cerebral

As análises a Odailton Charles Albuquerque Silva deram positivo para a presença de organofosforados. Trata-se inseticidas agrotóxicos muito utilizados nas plantações espalhadas pelas regiões rurais do país. A substância é de fácil acesso e pode ser encontrada no comércio especializado na venda de produtos agrícolas. Apesar dos esforços, o educador não resistiu. Faleceu na terça-feira, dia 4 de fevereiro, após cinco dias em morte cerebral. O caso foi tipificado como tentativa de homicídio. Em comunicado, a Secretaria de Educação disse «lamentar o ocorrido» e que «irá aguardar as conclusões do inquérito policial».

LEIA MAIS
Coronavírus: Asiáticos usam a boca para limpar patas de frango [vídeo]

Impala Instagram


RELACIONADOS