Deputada pede que alunos denunciem professores anti-Bolsonaro

Oposição a Jair Bolsonaro, o novo Presidente do Brasil, já diz que «a ditadura já está instaurada» naquele país.

A deputada do Partido Social Liberal (PSL) do Brasil, Ana Caroline Campagnolo, está a apelar nas redes sociais para que se denuncie os professores que demonstrem o seu agrado para com o novo e polémico Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro. O canal de denúncia, considerado «informal» pelo jornal Estadão, servirá para fiscalizar todos os docentes e educadores do ensino. A mulher é deputada estadual eleita em Santa Catarina.

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Campagnolo pede que os alunos filmem e/ou fotografem e garante «o anonimato dos denunciantes». Esta deputada tem um histórico polémico: em 2016, processou a professora e sua ex-orientadora de mestrado, Marlene de Fáveri, da Universidade do Estado de Santa Catarina, por «perseguição ideológica». O caso foi mais tarde arquivado, mas a deputada já recorreu.

«Amanhã [29 de outubro, segunda-feira] é o dia em que os professores e doutrinadores estarão inconformados e revoltados», anuncia

«Muitos deles não conterão sua ira e farão da sala de aula um auditório cativo para suas queixas político partidárias em virtude da vitória de Bolsonaro. Filme ou grave todas as manifestações político-partidárias ou ideológica», apelou a deputada na imagem divulgada nas redes sociais, onde a polémica está instaurada. Vários utilizadores afirmam que a ditadura no Brasil já está instalada, a pouco menos de 24 horas do país conhecer que Jair Bolsonaro foi eleito o Presidente.

Bolsonaro pretende que os estabelecimentos de ensino não tinham ligações partidárias. O movimento é chamado «Escola Sem Partido».

Nos Estados Unidos, Donald Trump esteve ao telefone com Bolsonaro

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou esta segunda-feira que teve uma “excelente conversa” com o Presidente eleito de Brasil, Jair Bolsonaro, com quem se comprometeu a trabalhar “estreitamente” em matérias “comercial e militar”.

“Tive uma boa conversa com o recém eleito presidente de Brasil, Jair Bolsonaro, que ganhou as eleições por uma margem substancial. Acordamos que Estados Unidos e Brasil trabalharão estreitamente em matérias comerciais, militares e todas as outras”, assegurou Trump numa mensagem na sua conta na rede Twitter.

“Excelente chamada, na qual expressei as minhas felicitações”, sublinhou Donald Trump.

O Presidente eleito do Brasil explicou que quer acabar com as “tendências ideológicas” na política externa e rodear o Brasil dos países mais desenvolvidos, recuperando o “respeito internacional”.

No plano comercial, defendeu intercâmbios com “todo o mundo”, mas “sem prejudicar os interesses dos empresários e dos industriais”.

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O candidato do Partido Social Liberal (PSL, extrema-direita) Jair Messias Bolsonaro, 63 anos, capitão do Exército reformado, foi eleito no domingo, na segunda volta das eleições presidenciais, o 38.º Presidente da República Federativa do Brasil, com 55,1% dos votos.

De acordo com os dados do Supremo Tribunal Eleitoral, Fernando Haddad, candidato do Partido dos Trabalhadores (PT, esquerda), conquistou 44,9% dos votos, com o escrutínio provisório (99,99% das urnas apuradas) a apontar para 21% de abstenção do total de eleitores inscritos (mais de 147,3 milhões).

Numa declaração à porta de sua casa, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, ainda no domingo, o Presidente eleito prometeu que o seu Governo “será um defensor da Constituição, da democracia e da liberdade”.

“Este é um país de todo nós, brasileiros natos ou de coração, de diversas opiniões, cores e orientações”, disse Jair Bolsonaro.

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Fotos: D.R.

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