Tancos/armas: Governo subscreve Marcelo para que se apure tudo “doa a quem doer”

O ministro dos Negócios Estrangeiros subscreveu hoje as “palavras sábias” do Presidente da República para que se apurem os factos e as responsabilidades no caso do furto de Tancos “de cima a baixo, doa a quem doer”.

Tancos/armas: Governo subscreve Marcelo para que se apure tudo

Tancos/armas: Governo subscreve Marcelo para que se apure tudo “doa a quem doer”

O ministro dos Negócios Estrangeiros subscreveu hoje as “palavras sábias” do Presidente da República para que se apurem os factos e as responsabilidades no caso do furto de Tancos “de cima a baixo, doa a quem doer”.

O ministro dos Negócios Estrangeiros subscreveu hoje as “palavras sábias” do Presidente da República para que se apurem os factos e as responsabilidades no caso do furto de Tancos “de cima a baixo, doa a quem doer”.

“Os factos estão a ser apurados e as responsabilidades a ser apuradas. E eu permito-me, sei que o próprio me autorizará, a citar as palavras sábias do Presidente da República ontem [terça-feira]: é preciso apurar os factos e as responsabilidades, de cima a baixo, doa a quem doer, é nisso que estamos todos empenhados, cada um no âmbito das suas competências próprias”, disse.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, que está em funções como primeiro-ministro nas férias de António Costa, falava aos jornalistas no final de uma reunião conduzida pela secretária-geral do Sistema de Segurança Interna para fazer o ponto de situação na sequência do furto de material de guerra.

Questionado pelos jornalistas sobre a iniciativa do Presidente da República, que visitou na terça-feira os Paióis Nacionais de Tancos, local onde ocorreu o furto de material de guerra, Santos Silva recusou qualquer “corrida” entre órgãos de soberania.

“Não há nenhuma espécie de relação que possa ser descrita mesmo que metaforicamente como uma corrida entre Governo e Presidente da República, são dois órgãos de soberania com competências próprias que se respeitam escrupulosamente”, afirmou.

A reunião, nas instalações do Sistema de Segurança Interna, Lisboa, foi divulgada na terça-feira ao final do dia pelo gabinete do primeiro-ministro, indicando a presença do ministro dos Negócios Estrangeiros em substituição do primeiro-ministro, do ministro da Defesa Nacional, da ministra da Administração Interna e da ministra da Justiça, para além das entidades que integram o Sistema de Segurança Interna e do chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, Pina Monteiro.

No entanto, o ministro da Defesa, Azeredo Lopes, e o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas não participaram na reunião, optando por marcar presença na cerimónia de receção do último contingente português no Kosovo, em Coimbra.

Questionado sobre a ausência do ministro da Defesa, Santos Silva afirmou que “o Governo entendeu” que o facto de o Presidente da República ter decidido estar presente na cerimónia em Coimbra “merecia da parte do Governo o acompanhamento ao mais alto nível do ministério da Defesa”.

“O senhor Presidente da República quando visita instalações militares é sempre acompanhado por membros do Governo. O ministro da Defesa acompanhou o Presidente da República em Tancos e hoje está com o Presidente da República a receber o contingente português que abandonou o Kosovo no fim da sua missão”, disse.

Santos Silva frisou antes que a presença na reunião do ministério da Defesa Nacional, representado pelo secretário de Estado da Defesa, Marcos Perestrello, se justificou pelo facto de a Polícia Marítima, que integra o Sistema de Segurança Interna, estar “enquadrada” naquele ministério.

O Exército divulgou na quinta-feira passada o furto de material de guerra de dois paiolins dos Paióis Nacionais de Tancos, Santarém.

Na sexta-feira, o Exército acrescentou que entre o material de guerra furtado na quarta-feira dos Paióis Nacionais de Tancos estão “granadas foguete anticarro”, granadas de gás lacrimogéneo e explosivos, mas não divulgou quantidades.

 

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