Família do primeiro-ministro israelita recebe ameaça de morte e bala por correio

O filho adolescente do primeiro-ministro israelita, Naftali Bennett, recebeu uma ameaça de morte e uma bala pelo correio, indicaram hoje as autoridades israelitas, assinalando tratar-se da segunda ameaça à família do governante esta semana.

Família do primeiro-ministro israelita recebe ameaça de morte e bala por correio

Família do primeiro-ministro israelita recebe ameaça de morte e bala por correio

O filho adolescente do primeiro-ministro israelita, Naftali Bennett, recebeu uma ameaça de morte e uma bala pelo correio, indicaram hoje as autoridades israelitas, assinalando tratar-se da segunda ameaça à família do governante esta semana.

O filho adolescente do primeiro-ministro israelita, Naftali Bennett, recebeu uma ameaça de morte e uma bala pelo correio, indicaram hoje as autoridades israelitas, assinalando tratar-se da segunda ameaça à família do governante esta semana. As ameaças surgem numa altura de profundas divisões políticas em Israel e, num grande discurso proferido na quarta-feira à noite, por ocasião do dia nacional em memória das vítimas do Holocausto, Bennett falou contra a polarização da sociedade, instando os cidadãos a não deixarem que divisões internas destruam a sociedade.

A polícia israelita indicou que os dois incidentes estão a ser investigados, mas não forneceu mais pormenores, como para onde foram as cartas enviadas ou se há suspeitas sobre quem possa tê-las enviado.

Bennett tem sido alvo de fortes críticas da direita radical de Israel desde que formou o seu Governo de coligação, no ano passado. Em 1995, o então primeiro-ministro, Itzhak Rabin, foi assassinado por um judeu ultranacionalista que se opunha aos seus esforços para obter a paz com os palestinianos.

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O Governo de Bennett é composto por oito partidos de todo o espectro político, incluindo nacionalistas religiosos, centristas e um partido islâmico. É o primeiro Partido muçulmano a fazer parte numa coligação governamental. Estes partidos têm pouco em comum além da sua animosidade em relação ao ex-primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, mas acordaram pôr de lado muitas das suas diferenças e concentrarem-se no que os une, como a economia, a gestão da crise causada pela pandemia de covid-19 e a despesa na educação e serviços sociais. Netanyahu, agora líder da oposição, tem-se esforçado bastante por minar o trabalho da coligação.

Bennett formou a coligação em junho do ano passado

Os críticos têm acusado Bennett, que lidera um pequeno partido nacionalista religioso, de abandonar as suas principais convicções radicais. Um membro do seu partido Yamina foi sancionado esta semana por ser considerado um “desertor”, por repetidamente apoiar a oposição em centenas de votações. Outro membro do seu partido demitiu-se recentemente da coligação, deixando a frágil aliança sem uma maioria parlamentar.

Bennett formou a coligação em junho do ano passado, após quatro eleições inconclusivas que tornaram mais visíveis as fissuras na sociedade quanto a questões fundamentais, bem como os efeitos polarizantes dos 12 anos de Netanyahu no poder. No discurso de quarta-feira, num dos dias mais solenes do ano, Bennett implorou à nação que ponha de lado as suas diferenças. “Irmãos e irmãs, não podemos, simplesmente não podemos permitir que o mesmo perigoso gene do sectarismo destrua Israel por dentro”, sustentou.

O chefe do executivo israelita proferiu esse discurso um dia depois de a sua família ter recebido uma bala pelo correio pela primeira vez — um episódio que fez com que o seu filho de 17 anos, Yoni, expressasse tristeza num ‘post’ na rede social Instagram. “É triste ver que pessoas reais escrevem coisas tão horríveis”, escreveu Yoni, acrescentando: “Pensar que quem escreveu aquilo vive e respira como eu, mas tem um cérebro que foi criado pelo diabo é uma loucura”.

Embora muitos indícios apontem para judeus extremistas, as ameaças também surgem numa altura de intensificação de tensões com os palestinianos, na sequência de uma série de ataques palestinianos mortíferos a cidades israelitas, raides militares israelitas na Cisjordânia e confrontos entre palestinianos e a polícia israelita na esplanada das Mesquitas, em Jerusalém, e combates nos postos fronteiriços com ativistas palestinianos na Faixa de Gaza.

 

 

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