«O meu avô sentiu-se mal e morreu ali mesmo ao meu lado», recorda Jorge Jesus em livro

No livro Mister Jesus – 30 Anos de uma Carreira Ímpar, de Rui Pedro Braz sobre Jorge Jesus, o Míster recorda a morte do avô.

«O meu avô sentiu-se mal e morreu ali mesmo ao meu lado», recorda Jorge Jesus em livro

«O meu avô sentiu-se mal e morreu ali mesmo ao meu lado», recorda Jorge Jesus em livro

No livro Mister Jesus – 30 Anos de uma Carreira Ímpar, de Rui Pedro Braz sobre Jorge Jesus, o Míster recorda a morte do avô.

O livro Mister Jesus – 30 Anos de uma Carreira Ímpar, de Rui Pedro Braz, chega ao mercado brasileiro já no próximo dia 10 e ao português três dias depois, a 13 de dezembro. O Portal de Notícias da Impala já leu a obra biográfica de Jorge Jesus e revela antecipadamente e em exclusivo mundial alguns dos momentos mais marcantes da vida do treinador que levou o nome de Portugal mais longe. A tão sonhada final da Taça de Portugal é um dos momentos relatados nesta obra de 272 páginas que, em breve, poderá folhear. A morte do avô é uma das passagens mais comoventes do livro.

O maior feito na passagem por Belém

«Independentemente de ter vulgarizado o Real Madrid, de ter jogado olhos nos olhos contra o Bayern Munique, de ter apurado o Belenenses para a Europa ou de ter valorizado uma série de jovens activos no clube, o maior feito da sua passagem por Belém foi mesmo devolver o clube à grandiosa festa da final da Taça de Portugal no Estádio Nacional, naquela fantástica Mata do Jamor às portas de Lisboa», recorda o autor, sublinhando que «a caminhada até à final foi bonita e teve também alguma sorte pelo meio».

Chegadas as meias-finais, as coisas começaram a complicar-se com o Braga a obrigar o Belenenses a ir a prolongamento. No entanto, a equipa não vergou e foi no prolongamento que garantiram «uma difícil vitória caseira por 2 -1». Mesmo numa caminhada sem ‘grandes’ pela frente, o «percurso foi meritório e abrilhantado pelo pleno de vitórias, obrigação de quem queria chegar longe. Com mais ou menos sorte, de então para cá nunca mais o Belenenses voltou a marcar presença no jogo decisivo da segunda maior prova futebolística nacional», recorda Rui Pedro Braz.

«O meu avô sentiu-se mal e morreu ali mesmo ao meu lado»

«A presença nesta final era importante para o Belenenses, mas não o era menos para Jorge Jesus, por todos os motivos que possa imaginar-se. Desportivos, profissionais, mas também íntimos e pessoais. Uma coisa que muita gente parece ter esquecido – mas que Jesus nunca escondeu –, é que a Taça de Portugal tem para ele uma tremenda importância», relembra o autor.

«Numa das conferências de imprensa que antecederam essa final de 2006/07 entre o ‘seu’ Belenenses e o Sporting, Jesus partilhou uma história impressionante, memorável, inesquecível. “Chegar a esta final é um sonho que eu alimentava desde 1967. Estava eu a assistir à final da Taça de Portugal entre o Vitória de Setúbal e a Académica de Coimbra quando, no segundo prolongamento, o meu avô sentiu-se mal e morreu ali mesmo ao meu lado. O seu coração, já fraco, não aguentou a emoção do golo do Vitória. Tive uma convivência muito grande com esse meu avô e este episódio foi algo que me marcou para o resto da vida”», pode ler-se.

Final repleta de estrelas e as lágrimas de Cândido Costa

A final da Taça de Portugal disputada frente ao favorito Sporting repleto de estrelas foi, certamente, emocionante. «Ricardo, Caneira, Miguel Veloso e Nani, todos internacionais A por Portugal. Ou ainda os brasileiros Anderson Polga, Alecsandro e Liedson, o chileno Rodrigo Tello ou o argentino Leandro Romagnoli. Uma parada de estrelas onde se destacava naturalmente o temível goleador Liedson, e seria mesmo ele a sentenciar a partida já perto do final, com um golo solitário aos 88 minutos», recorda-se no livro.

Os Azuis de Belém «bateram-se bem, mas não fora suficiente». «As lágrimas sofridas de Cândido Costa ainda no relvado ficarão para sempre como uma imagem bem demonstrativa da desilusão que se abateu sobre os jogadores, mas o futebol é assim mesmo. Saboroso para quem ganha, cruel para quem perde, mágico para todos.»

Texto: Luís Martins com Joana Ferreira | WiN; Fotos: Bertrand Editora, Reuters, Arquivo Impala e D.R.

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Pré-publicação da biografia «Mister Jesus», de Rui Pedro Braz

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