Graça Freitas: «A média entre sintomas e a data de óbito é de oito dias»

A diretora-geral da Saúde referiu que as pessoas que já perderam a vida na sequência da Covid-19, «além do fator idade, têm várias doenças, habitualmente mais do que uma» associadas.

Graça Freitas: «A média entre sintomas e a data de óbito é de oito dias»

Graça Freitas: «A média entre sintomas e a data de óbito é de oito dias»

A diretora-geral da Saúde referiu que as pessoas que já perderam a vida na sequência da Covid-19, «além do fator idade, têm várias doenças, habitualmente mais do que uma» associadas.

A diretora-geral da Saúde, na conferência de imprensa desta sexta-feira, 3 de abril, começou por responder aos jornalistas sobre por falar sobre a ausência dos rastreio a grávidas.  “Quando gravidez chega ao término deve ser feito um teste». Durante o acompanhamento dos restantes meses de gestação, «a grávida deve ser reencaminhada para onde existam outros serviços». Quanto ao facto de o pai acompanhar o parto, Graça Freitas ressalva que essa será uma decisão da equipa que acompanha a gestante.

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Número de óbitos

Relativamente ao número de óbitos – até hoje Portugal regista 246 mortes – Graça Freitas refere que, «entre a data de início de sintomas e a data do óbito, passam em média oito dias». Sendo que as pessoas que já perderam a vida na sequência da Covid-19, «além do fator idade, têm várias doenças, habitualmente mais do que uma» associadas. Normalmente, problemas do «aparelho cardio-circulatório, as respiratórias, diabetes, doença renal crónica, neoplasias e doenças cerebro-vasculares».

O secretário de Estado António Sales referiu na conferência que até ao final de abril vão chegar 24 milhões de máscaras. No entanto, Graça Freitas sublinhou que só irá recomendar o uso de máscaras a pessoas que não estão infetadas com Cobvid-19, se a DGS receber indicações da OMS, mas essa medida não irá excluir o «afastamento social».

Intervenção junto dos lares

Quanto aos lares, a diretora-geral da Saúde afirmou que há uma intervenção junto dos lares em vigor há bastante tempo. Num lar em que se suspeite que há sintomas, a regra é «isolar, isolar, isolar” e depois “testar, testar, testar», garantindo que têm sido feitas várias «reuniões entre o setor da saúde e social a nível nacional».

O relatório diário da Direção-Geral de Saúde revela que há 9886 pessoas infetadas com o novo coronavírus, 246 mortes e 68 recuperados em Portugal. Ainda segundo os dados do boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS) desta sexta-feira, 3 de abril, nas últimas 24 horas, foram confirmados mais 852 casos e 37 mortes.

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