João Moura | 18 galgos foram resgatados mas ainda ficaram 23 na herdade

Os 18 animais estavam em muito mau estado de saúde –morreu um, entretanto– e já foram distribuídos por duas associação e um particular.

João Moura | 18 galgos foram resgatados mas ainda ficaram 23 na herdade

Os 18 animais estavam em muito mau estado de saúde –morreu um, entretanto– e já foram distribuídos por duas associação e um particular.

Segundo avança o DN  e já tinha alertado a SOS Animal, oram resgatados 18 galgos da herdade do cavaleiro João Moura, continuando outros 23 galgos na quinta, cuja situação continua a ser avaliada.

Os 18 animais estavam em muito mau estado de saúde  –morreu um, entretanto– e já foram distribuídos por duas associação e um particular. Considerou a GNR, na quarta-feira de manhã, 19 de fevereiro, quando foram à quinta, que não havia condições para estes permanecerem na propriedade.

A SOS Animal quer que as autoridades fiscalizem os outros animais que estão na herdade de João Moura e, caso necessário, sejam apreendidos os que possam estar em risco. O cavaleiro tauromáquico foi preso na quarta-feira, 19 de fevereiro, por suspeitas de maus-tratos. Presente a tribunal nesse dia, João Moura foi constituído arguido e sujeito a termo de identidade e residência.

SOS Animal quer fiscalização de outros animais de João Moura

«Queremos que as pessoas repensem a forma como diferenciam os animais»

Em comunicado, a presidente da SOS Animal, Rita Silva, exige que seja feita uma fiscalização aos animais que continuam na herdade de João Moura, situada em Monforte, distrito de Portalegre, e que quem denunciou a situação entre em contacto com a organização.

«Soubemos que a denúncia que despoletou todo este episódio foi anónima e, no que de nós depender, assim se manterá. Contudo, e para que possamos tentar ajudar os animais que lá ficaram, incluindo cadelas a amamentar e suas crias, apelamos a que a pessoa entre em contacto connosco. A sua identidade nunca será revelada por nós, garantimos, mas queremos iniciar todos os procedimentos legais possíveis para ajudar os outros animais e a ajuda dessa pessoa seria fundamental», refere em comunicado.

Rita Silva, pretende fazer deste caso, «um caso exemplar», frisa ainda: «Queremos que as pessoas repensem a forma como diferenciam os animais, cujo sofrimento é o mesmo independentemente da espécie a que pertençam. Queremos que o sofrimento atroz daqueles cães não tenha sido em vão”, remata.

Na semana passada, a organização SOS Animal anunciou que vai constituir-se assistente no processo criminal contra João Moura. Será representada pelo advogado Garcia Pereira.

Texto: Marta Amorim e Carla Rodrigues | Fotos: DR

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