Investigadores portugueses trabalham em medicamento contra o cancro

Um grupo de investigadores portugueses está a trabalhar num projeto europeu, financiado em 25,5 milhões de euros, para acelerar o desenvolvimento de medicamentos inovadores.

Investigadores portugueses trabalham em medicamento contra o cancro

Investigadores portugueses trabalham em medicamento contra o cancro

Um grupo de investigadores portugueses está a trabalhar num projeto europeu, financiado em 25,5 milhões de euros, para acelerar o desenvolvimento de medicamentos inovadores.

Grupo de investigadores portugueses está a trabalhar num projeto europeu, financiado em 25,5 milhões de euros, para acelerar o desenvolvimento de medicamentos inovadores, com potencial para tratar doenças como o cancro.

Designado ARDAT (Accelerating research & development for advanced therapies), o estudo visa acelerar o desenvolvimento de Medicamentos de Terapia Avançada (ATMPs, na sigla inglesa) – fármacos inovadores de origem biológica -, com grande potencial para tratar doenças crónicas (cancro), raras (doença de Krohn ou hemofilia) e degenerativas (caso do alzheimer ou esclerose múltipla).

Os ATMPs apresentam a vantagem de “eliminar ou reduzir significativamente a necessidade de tratamento prolongado, permitindo uma melhoria significativa na qualidade de vida dos pacientes”, explicam os investigadores.

Na prática, o objetivo passa por desenvolver modelos preditivos da resposta dos pacientes àqueles medicamentos, compreender como são processados pelo organismo e identificar mecanismos pelos quais o sistema imunitário do paciente pode reagir e comprometer a eficácia e segurança do tratamento.

Equipa portuguesa com papel «fundamental»

É aqui que as entidades portuguesas envolvidas no projeto têm um papel “fundamental“: avaliar a imunogenicidade de produtos de terapia génica (ou genética), ou seja, a capacidade daqueles medicamentos desencadearem uma resposta imunitária do organismo.

A equipa de Coimbra será responsável pela produção de diferentes vetores de terapia génica, cuja resposta imunitária e toxicidade será avaliada em Oeiras, recorrendo a modelos celulares 3D de tecido neurológico humano, regressando em seguida novamente a Coimbra para avaliação em modelos animais de doença.

Para Catarina Brito, investigadora principal do iBET, “uma das grandes mais-valias deste projeto é a partilha de conhecimento”, porque esta é uma área em que o desenvolvimento foi feito inicialmente por grupos académicos e pequenas empresas de biotecnologia, e que só recentemente (há cerca de 5 anos) é que foi abraçada pela grande indústria farmacêutica.

“Este projeto pretende colmatar esta limitação, reunindo os vários intervenientes para partilha de experiência e desenvolvimento de procedimentos estandardizados”.

Desta equipa internacional e multidisciplinar fazem também parte as entidades reguladoras, fator “crucial para a adoção de procedimentos estandardizados para a avaliação de segurança e eficácia dos ATMPs que precede a sua aprovação”, destaca o iBET.

O objetivo da IMI, que financiou este projeto em 25,5 milhões de euros, é gerar conhecimento sobre o modo de ação dos ATMPs, contribuindo para a definição de normas e padrões adequados, que ajudem a acelerar o desenvolvimento dos medicamentos inovadores e a sua disponibilização aos pacientes, garantindo a sua eficácia e segurança.

Ao todo, são 10 os investigadores portugueses (cinco de cada instituto) que participam no projeto europeu ARDAT, que oficialmente arrancou no dia 01 de novembro de 2020 e terminará a 31 de outubro de 2025.

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