Arquipélago brasileiro reabre só para turistas que já estiveram infetados

O arquipélago de Fernando de Noronha, um dos destinos turísticos mais desejados do Brasil, reabrirá na terça-feira apenas para visitantes que já tenham sido infetados pelo novo coronavírus.

Arquipélago brasileiro reabre só para turistas que já estiveram infetados

Arquipélago brasileiro reabre só para turistas que já estiveram infetados

O arquipélago de Fernando de Noronha, um dos destinos turísticos mais desejados do Brasil, reabrirá na terça-feira apenas para visitantes que já tenham sido infetados pelo novo coronavírus.

Após cinco meses do encerramento de Fernando de Noronha para o turismo, devido à pandemia do coronavírus, o Governo estadual de Pernambuco anunciou na semana passada a reabertura gradual para visitantes, a partir de 01 de setembro.

“Devido ao risco de uma nova onda de contágio no arquipélago, a retoma do setor será por etapas. No primeiro momento, apenas pessoas que já tiveram covid-19 vão poder desembarcar no arquipélago”, indicou a prefeitura em comunicado.

O turista terá de comprovar que já contraiu e se curou da doença no momento de pagamento da Taxa de Preservação Ambiental (TPA), obrigatória na região, num processo totalmente ‘online’.

“O pagamento tem de ser feito em até 72 horas antes do embarque. Anexado ao pagamento, o turista precisa enviar o resultado do exame confirmando que já teve a covid-19. Serão aceitos dois tipos de resultados: O IgG positivo (sorológico) (…) com menos de 90 dias da data do embarque e o RT-PCR positivo (exame de nariz e garganta), com mais de 20 dias da data do embarque. Testes rápidos não serão aceites”, esclareceu o Governo estadual.

Fernando de Noronha foi encerrado para visitantes no dia 21 de março e, a partir de 05 de abril, moradores que estavam no continente também não puderam mais entrar no arquipélago, cujo regresso só foi permitido a meio de junho.

Segundo dados das autoridades locais, Noronha totalizou 93 casos do novo coronavírus até ao momento. As medidas diretas de combate à covid-19 possibilitaram que o arquipélago conseguisse controlar a doença.

“Estamos a dar início às flexibilizações da reabertura do turismo de Fernando de Noronha, sempre com responsabilidade, cautela e sem pressa. Seguindo com protocolos que mantenham com segurança a saúde da comunidade noronhense e dos pernambucanos que vivem lá. A pressa é inimiga da vida. (…) As próximas etapas serão estudadas para que possamos dar mais notícias boas para a população da ilha e ao turismo noronhense”, afirmou o administrador de Fernando de Noronha, Guilherme Rocha.

“Noronha é um caso de sucesso do ponto de vista do controlo da covid-19. Não há transmissão comunitária na ilha há um bom tempo. E assim precisamos manter”, disse por sua vez o secretário de Saúde do Estado de Pernambuco, André Longo.

O Arquipélago de Fernando de Noronha pertencente ao estado brasileiro de Pernambuco e é formado por 21 ilhas, numa extensão de 26 quilómetros quadrados, sendo que a maior de todas, também chamada de “Fernando de Noronha”, é a única ilha habitada.

As demais estão contidas na área do Parque Nacional Marinho e são desabitadas, só podendo ser visitadas com licença oficial do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA).

Em 2001, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) reconheceu Fernando de Noronha como Património Natural da Humanidade, devido à sua importância para a vida marinha.

Ao longo de 2019, Fernando de Noronha recebeu 106.130 turistas, segundo dados das autoridades locais. Contudo, o aumento de fluxo turístico preocupa os biólogos, que temem que a conservação ambiental da região seja colocada em risco.

O Brasil totaliza 120.828 vítimas mortais e 3.862.311 casos de infeção pelo novo coronavírus, sendo o segundo país do mundo com maior número de infetados e mortos, apenas atrás dos Estados Unidos da América.

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 847.071 mortos e infetou mais de 25,2 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

 

 

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