Tragédia e polémica: as outras americanas que chegaram à realeza

Meghan Markle não é a primeira norte-americana a entrar para uma família real. Conheça as histórias dramáticas das antecessoras da futura mulher do príncipe Harry.

Meghan Markle não é nem a primeira norte-americana nem a primeira atriz a entrar para o seio de uma família real europeia. Antes da protagonista da série «Suits», outras duas mulheres fizeram história, ao trazerem o glamour de Hollywood e os ares do Novo Mundo para o universo das cabeças coroadas do Velho Continente.

Grace Kelly e Wallis Simpson protagonizaram duas histórias fascinantes, onde o amor, a polémica e a tragédia estiveram sempre presentes.

Grace Kelly, de atriz a princesa do Mónaco

Quando, em 1955, o príncipe Rainier do Mónaco, na altura com 32 anos, anunciou ao mundo que estava a namorar com a atriz norte-americana Grace Kelly, o pequeno principado do sul da Europa rejubilou… e a imprensa norte-americana também. Grace, na altura com 26 anos, representava tudo aquilo que uma Europa recém-saída da II Guerra Mundial almejava: beleza, glamour, fama.

Grace, que abdicou da carreira para se tornar princesa, trazia na bagagem um Óscar pelo desempenho no filme «Para Sempre» e uma vintena de longas-metragens e telefilmes no currículo.

Rainier e Grace casaram-se a 18 de abril de 1956 na sala do trono do Palácio do Mónaco. 30 milhões viram a cerimónia através da televisão, tornando-se este o primeiro evento mediático a ter um impacto global. O casal teve três filhos, Carolina, Alberto e Stéphanie. Uma história que tinha tudo para ser um conto de fadas… até ao fatídico dia: 13 de setembro de 1982.

Acompanhada pela filha mais nova, Stéphanie, na altura com 17 anos, Grace Kelly conduzia pelas sinuosas estradas do Mónaco quando teve um AVC. O carro, desgovernado, caiu numa ravina. A princesa ainda chegou com vida ao hospital, mas viria a falecer um dia depois.

O príncipe Rainier do Mónaco não voltou a casar, tendo morrido em 2005, aos 81 anos.

 

Wallis Simpson, a mulher que empurrou Isabel II para o trono

 

Nunca chegaremos a saber o que pensa a rainha Isabel II sobre a mulher com quem o seu tio, Eduardo, casou. Mas não é difícil deduzir que o nome de Wallis Simpson desperte sentimentos menos positivos naquela que é a monarca mais longeva do Reino Unido. E Isabel II é monarca, não porque estava destinada a sê-lo mas por causa de Wallis Simpson.

O príncipe Eduardo, filho mais velho do rei Jorge V e de Mary of Teck, era o herdeiro ao trono britânico. Coroado em 1936, Eduardo confronta um regime fechado e rígido com uma verdadeira bomba atómica: o rei está apaixonado e quer casar-se com Wallis Simpson.

Wallis, com um divórcio na bagagem, está a ultimar o segundo na altura em que o caso com o rei se torna público. A norte-americana de 40 anos não tinha uma profissão – era «socialite» – mas conquistou de tal forma Eduardo que o rei estava predisposto a gerar uma crise constitucional só para ter a aprovação parlamentar para casar-se com Wallis.

O rei teve literalmente um país inteiro a opor-se a esse desejo, desde o espectro político até à igreja anglicana, que rejeitou liminarmente a perspetiva de uma rainha consorte divorciada e com os dois ex-maridos ainda vivos.

A ameaça da demissão do primeiro-ministro da altura, Stanley Baldwin, o que levaria a uma crise política, faz com que o rei tome uma decisão inesperada e que vai provocar uma tempestade sem precedentes na família real britânica: decide abdicar do trono.

A 11 de dezembro de 1936, o rei explica, através de um comunicado radiofónico, as razões da sua decisão:

«Tornou-se impossível carregar o pesado fardo das minhas responsabilidades e deveres de rei  sem a ajuda e apoio da mulher que amo»

Eduardo e Wallis casaram-se em junho de 1937. O rei Jorge VI (pai da rainha Isabel II), que sucedeu ao irmão depois da abdicação, acabaria por conceder-lhe o título de duque de Windsor, tornando-se assim Wallis duquesa. O casal viveu em França e, quando a II Guerra Mundial estalou, mudaram-se para Lisboa. Viveram durante algum tempo em casa do banqueiro Ricardo Espírito Santo (pai de Ricardo Salgado, antigo CEO do BES), tendo sido transferidos, um ano depois, para as Bahamas, após uma quase novelesca suspeita de espionagem.

Eduardo morreu em maio de 1972, em Paris. Wallis faleceu 14 anos depois. Ambos estão sepultados no castelo de Windsor, em Inglaterra.

 

Veja o vídeo e conheça melhor estas mulheres

 

Veja outras notícias em destaque:

Pai de João Ricardo abandona velório após discussão e troca de insultos
Pai de João Ricardo abandona velório após discussão e troca de insultos
Veja as primeiras imagens do funeral de João Ricardo
Veja as primeiras imagens do funeral de João Ricardo
A transformação incrível de uma mulher que chegou a pesar 300 kg e já perdeu metade do peso
A transformação incrível de uma mulher que chegou a pesar 300 kg e já perdeu metade do peso
Há 10 moedas de 2 euros em circulação que valem milhares e uma pode estar na sua carteira
Há 10 moedas de 2 euros em circulação que valem milhares e uma pode estar na sua carteira
Consultório Maria: «Esqueci-me de tirar o tampão»
Consultório Maria: «Esqueci-me de tirar o tampão»
Diana: A deputada que aquece as redes sociais
Diana: A deputada que aquece as redes sociais

 

Impala Instagram

Mais

RELACIONADOS