Insultos homofóbicos em comboio geram revolta: «Faz-te homem, panasca» [vídeo]

Um vídeo captado num comboio está a circular nas redes sociais e a deixar famosos indignados. “Como é que ninguém faz nada?”, perguntam, por exemplo, Rita Pereira e Pedro Crispim.

Um vídeo captado num comboio da CP e partilhado nas redes sociais está a gerar revolta. A gravação captou o momento em que uma mulher insulta um jovem depois de, alegadamente, este lhe ter pedido para colocar a máscara de proteção individual contra a covid-19. No vídeo, ouve-se essa mulher usar insultos como “verme”, “palhaço” e “coisa”. “Outra vez a insultar-me, a senhora é homofóbica?”, pergunta o rapaz. “Homofóbica é a p*ta da tua tia”, responde. “Rebento-te a boca”, “paneleiro”, “faz-te um homem”, “panasca”, “monte de mer*a” e “nojento” continua ela.

Rita Pereira, Agir, Carolina Deslandes e Pedro Crispim são algumas das figuras públicas a manifestarem a sua indignação. “Como é que ninguém faz nada? Como é que ninguém se levanta e faz esta senhora entender que está errada, que não pode dizer estas coisas e que tem de se acalmar?”, pergunta a atriz da TVI. “Não podemos ser UAUHHHH, super a favor da LGBT e presenciarmos isto impávidos e serenos. Isso não é seres a favor da LGBT, isto é estares do lado desta senhora. Entendem-me?!”, acrescenta.

«É-me impossível não sentir nojo»

Agir também não se calou. “Por mais compreensível que se tente ser e por mais que saibamos que nem todos tiveram a mesmo educação, é-me impossível não sentir nojo e repúdio por alguém assim. Acho mesmo que uma pessoa destas é praticamente irrecuperável. Faz-me ver que, infelizmente, o mal existe mesmo. Esta pessoa tem maldade pura dentro dela. Pode até ser perigosa para os que a rodeiam. É imperativo chamar a polícia numa situação destas”, pede. “Em pleno século XXI isto é inaceitável. Imagens destas fazem-nos sair da nossa bolha e dão-nos um choque de realidade que nos abala por completo. No meu grupo de amigos ninguém pensa nem fala assim e, por isso, penso que as coisas já mudaram mas depois vejo isto e percebo que ainda há tanto, mas tanto por fazer. Não são homens de saia que nos devem envergonhar mas sim seres humanos destes”, termina.

Pedro Crispim assumiu ter ficado “frustrado, nervoso, desiludido e tão zangado” ao assistir ao vídeo. “Porque razão ninguém presente fez nada para além de ‘acalmem-se’, a sério?”, questiona. “Isto é criminoso. O comboio deveria ter sido parado numa estação, mantido fechado e a polícia chamada ao local com urgência. Depois de ter visto este vídeo de forma dolorosa, tenho um mal-estar que me deixa o estômago revirado. Imagino o coração deste rapaz, o que lhe passou pela cabeça, o que sentiu… Muita vergonha, nada justifica, NADA!”, completou.

“O pior deste vídeo: ninguém faz nada para parar esta mulher. O pior disto tudo: é assustador continuar a ouvir ‘para quê estas marchas todas? Que exagero'”, escreve Carolina Deslandes. De acordo com uma das pessoas que partilhou o vídeo, já foi apresentada uma queixa crime.

Texto: Ana Filipe Silveira;
Fotos: DR

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