Refugiada sudanesa Adut Akech é o novo rosto da Chanel

Akech nasceu no Sudão, mas passou os primeiros anos de vida no campo de refugiados de Kakuma, na fronteira entre o Quénia e o Uganda, até emigrar para a Austrália.

Adut Akech é modelo e ex-refugiada do Sudão. A jovem de apenas 19 anos é a segunda mulher negra a fechar um desfile da Chanel. Constam ainda no currículo da modelo desfiles para as marcas Alberta Ferretti, Valentino, Alexander McQueen, Loewe e Givenchy e foi capa de várias edições da Vogue, como a italiana e a britânica.

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Akech nasceu no Sudão, mas passou os primeiros anos de vida no campo de refugiados de Kakuma, na fronteira entre o Quénia e o Uganda, até emigrar para a Austrália. Tem cinco irmãos e foi a única que teve a oportunidade de estudar. «Aproveitava a luz do dia para praticar já que de noite só havia uma lâmpada a óleo», contou numa entrevista à Vogue Itália. Atualmente, concilia os estudos de Economia com a moda.

Teve o primeiro contacto com a moda aos 16 anos pela ‘mão’ da agência Chadwick Models, em Sidney. Adut Akech foi escolhida pela Chanel como o rosto da pré coleção outono-inverno 2018/19.

Revista australiana publica foto errada de Adut Akech e é acusada de racismo

A revista australiana Who Magazine entrevistou Adut Akech, mas escolheu a fotografia errada da modelo. A publicação utilizou fotografias de Flavia Lazarus, uma outra manequim, para retratar o trabalho. A jovem modelo de origem sudanesa demonstrou o seu descontentamento nas redes sociais e acusa a revista de racismo.  Adut Akech afirma que o erro nunca teria acontecido caso se tratasse de uma «modelo branca».

«Para quem não sabe, na semana passada, a @whomagazine (Austrália) publicou um artigo sobre mim. Na entrevista, falei sobre como as pessoas vêem os refugiados e da atitude das pessoas relativamente à cor, no geral. A acompanhar o artigo, veio uma foto grande que eles referiram ser minha. Mas era de outra rapariga negra», escreveu no Instagram.

 

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«Isto chateou-me, deixou-me com raiva, fez-me sentir muito desrespeitada e para mim é inaceitável e indesculpável, sejam quais forem as circunstâncias», continua. «Quem fez isto claramente pensou que era eu naquela foto e isso não é correto (…) Isto vai contra aquilo que eu defendo e falei durante a entrevista. Mostra que as pessoas são muito ignorantes e de mente fechada, porque acham que todas as raparigas negras ou africanas são parecidas.»

A modelo diz que não pretende destruir a reputação da publicação, mas que esta questão alerta para outros temas, como a discriminação e o racismo. «Austrália, tens muito e melhor trabalho para fazer», conclui.

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