Depilação integral feminina: Tirar tudo, ou talvez não? Eis a questão…

Quer seja por uma questão de higiene ou de sensualidade, a verdade é que há cada vez mais mulheres a optarem pela depilação integral. No entanto, uma vez que a função dos pelos púbicos é proteger os órgãos sexuais, saiba quais os cuidados a ter.

Depilação integral feminina: Tirar tudo, ou talvez não? Eis a questão...

Depilação integral feminina: Tirar tudo, ou talvez não? Eis a questão…

Quer seja por uma questão de higiene ou de sensualidade, a verdade é que há cada vez mais mulheres a optarem pela depilação integral. No entanto, uma vez que a função dos pelos púbicos é proteger os órgãos sexuais, saiba quais os cuidados a ter.

Quer seja por uma questão de higiene ou de sensualidade, a verdade é que há cada vez mais mulheres a optarem pela depilação integral. No entanto, uma vez que a função dos pelos púbicos é proteger os órgãos sexuais, saiba quais os cuidados a ter. O ritual de rapar a zona genital mantêm-se ao longo de todo o ano, no entanto, algumas mulheres escolhem a época de praia para acabarem de vez com os pelos rebeldes que insistem em sair do biquíni.

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Depilação integral versus infeções urinárias

Bruna Ambrósio, ginecologista e obstetra do Hospital Lusíadas Lisboa, afirma ao Portal de Notícias que os padrões de beleza têm vindo a mudar ao longo dos anos, considerando que as mulheres seguem está prática porque se sentem «mais limpas, mais bonitas, mais atraentes, mais confiantes, mais sensuais… e não apenas porque é ‘moda’. Como sabemos, a região genital contata com várias secreções fisiológicas (suor, corrimento vaginal, urina, fezes, sangue menstrual, sémen, etc…) e o pêlo púbico pode dificultar a correta higienização desta região». A especialista explica-lhe, ainda, quais os cuidados a ter e acaba com um dos grandes mitos: não está provado que a depilação integral provoque infeções urinárias.

«Penso que não existe nenhuma associação documentada entre a depilação genital total e a ocorrência de infeções urinárias.  A  maioria das mulheres que faz depilação total são jovens e sexualmente mais ativas, o que por si só é um fator de risco para o aparecimento de infeções urinárias. Não me parece de todo que a depilação tenha algum papel na fisiopatologia das infeções urinárias.

 

Principais cuidados

«Existem múltiplas opções disponíveis para fazer a depilação, desde lâminas de barbear, máquinas depilatórias, cera quente, cera fria, creme depilatório e várias modalidades de depilação “definitiva”. Entre as opções disponíveis, podem ser realizadas pela própria mulher ou por esteticistas. Quando é a mulher a depilar-se a si própria, deve fazê-lo num local confortável, com boa luminosidade/visibilidade e, sobretudo, sem pressa, seguindo as recomendações do produto (no caso de usar cera ou cremes depilatórios). Se optar por depilação numa clínica de estética, seja com cera ou laser, sugiro que escolham locais de referência, com  técnicos qualificados e boas condições de higiene. Independentemente da modalidade usada para depilação, é fundamental que, após a mesma, hidrate a pele da região depilada».

Depilar com cera ou laser?

Eu penso que depende da preferência da mulher e da sua disponibilidade económica. Pessoalmente, se houver possibilidade, sugiro depilação laser.
Para mulheres que preferem ir variando a extensão da região que depilam, o laser não é uma boa opção. Para quem prefere manter a região genital sempre depilada da mesma forma, o laser tem a vantagem de ser realizado com menos frequência e permitir a depilação “a longo prazo”, provocar menos dor, menos queimaduras e pequenas abrasões, menos irritação da pele e menos pêlos encravados. Recomendo que seja feita em clínicas de referência e com técnicos habilitados, com formação neste tipo de depilação.

Tome nota das práticas de higiene

  • – Deve lavar a região genital (o monte púbico, a pele da vulva, a raiz das coxas, a região perianal e o interior dos grandes e dos pequenos lábios) com água corrente e uma solução de limpeza adequada. Esta lavagem deve ser feita “da frente para trás”, por forma a evitar trazer o conteúdo perianal para a região vulvar:
  •  – Duches vaginais e os banhos de assento, salvo indicação médica em contrário, não são recomendados;
  •  – Após a lavagem, seque a área genital cuidadosamente, sem esfregar, com uma tolha limpa e seca. Esta lavagem deve ser feita uma a três vezes por dia, dependendo do clima, biotipo e atividade física e utilizando uma solução de lavagem intima adequada, preferencialmente hipoalergénica, suave e com pH ácido (4,2 – 5,6). O vulgar sabão “azul e branco” ou os sabonetes de glicerina não são recomendados;
  •  – A última etapa da higiene, muitas vezes negligenciada, é a hidratação, sobretudo nas mulheres após a menopausa cuja região vulvo-vaginal está mais seca. Os hidratantes deverão ser em gel ou cremes vaginais de base aquosa e com pH ácido, compatíveis com a mucosa vaginal;
  • – Quanto ao vestuário, recomenda-se o uso de roupas que favoreçam a ventilação local, trocar as roupas íntimas diariamente, evitar roupas demasiado justas ou apertadas, trocar os fatos de banho molhados e o vestuário após o desporto o mais rápido possível. A utilização de pensos higiénicos diários é desaconselhada.
Texto: Carla S. Rodrigues

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