Enfarte Agudo do Miocárdio: Em tempo de férias, adote este estilo de vida saudável

No verão, o risco de se sofrer um enfarte do miocárdio aumenta, principalmente para os grupos mais vulneráveis, caso dos idosos e pessoas com problemas cardiovasculares. Uma cardiologista explica que comportamentos pode adotar para ajudar a prevenir problemas de saúde graves.

Enfarte Agudo do Miocárdio: Em tempo de férias, adote este estilo de vida saudável

Enfarte Agudo do Miocárdio: Em tempo de férias, adote este estilo de vida saudável

No verão, o risco de se sofrer um enfarte do miocárdio aumenta, principalmente para os grupos mais vulneráveis, caso dos idosos e pessoas com problemas cardiovasculares. Uma cardiologista explica que comportamentos pode adotar para ajudar a prevenir problemas de saúde graves.

No verão, o risco de se sofrer um enfarte agudo do miocárdio (EAM) aumenta, principalmente para os grupos mais vulneráveis, caso dos idosos e pessoas com problemas cardiovasculares. A doença aterosclerótica das artérias coronárias, como explica ao Portal de Notícias Sílvia Monteiro, cardiologista do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) e coordenadora da área dos Cuidados Intensivos Cardíacos da Sociedade Portuguesa de Cardiologia, é crónica e resulta da exposição progressiva a múltiplos fatores de risco cardiovasculares, como o tabagismo, a hipertensão arterial, a dislipidemia, a diabetes e a obesidade.  “A doença coronária pode apresentar diversas manifestações clínicas, desde a angina de peito estável até situações mais dramáticas, como o Enfarte Agudo do Miocárdio (EAM) e a morte súbita”.

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Principais sintomas do Enfarte Agudo do Miocárdio

A manifestação clínica mais frequente do EAM, segundo Sílvia Monteiro, inclui a dor no peito de intensidade e duração variável, “habitualmente descrita como um aperto, constrição ou peso que, em alguns casos, pode estender-se para os braços, costas e pescoço e pode surgir acompanhada de suores, náuseas e vómitos. Existem formas de apresentação menos típicas, como o desmaio ou a falta de ar súbita, mais frequentes em doentes diabéticos, idosos e mulheres”. É importante referir que mais de 70% dos doentes após EAM apresentam níveis de colesterol LDL (mau colesterol) acima do valor recomendado, o principal fator de risco para a recorrência de EAM.

O que fazer em caso de suspeita de EAM?

Perante a suspeita de um EAM, Sílvia Monteiro, cardiologista do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) e coordenadora da área dos Cuidados Intensivos Cardíacos da Sociedade Portuguesa de Cardiologia, afirma ser crucial ligar logo para o 112, “por dois motivos essenciais: rapidez no diagnóstico e transporte em segurança para um hospital com capacidade de tratamento do EAM”, explica a cardiologista, justificando que a a atuação rápida do INEM, “com profissionais treinados e equipados para fazer o diagnóstico de EAM em ambiente pré-hospitalar”, permite o transporte direto do doente para uma unidade de saúde com capacidade para realizar angioplastia primária (reabertura da artéria ocluída), evitando a admissão em hospitais sem condições para fazer este tratamento e reduzindo drasticamente os tempos de atraso relacionados com o transporte inter-hospitalar”.

Comportamentos a seguir

Neste tempo de férias, não se conforme e tenha uma atitude proativa. A adoção de um estilo de vida saudável e o controlo rigoroso de todos os fatores de risco cardiovascular são fundamentais para prevenir a progressão e instabilização da doença coronária. Tome nota dos alvos terapêuticos:

1. Deixar de fumar;
2. Reduzir os níveis de colesterol para os alvos recomendados: LDL <115 mg/dL para a população geral e LDL <70 mg/dL no caso de doença cardiovascular conhecida, diabetes ou doença renal crónica;
3. Controlar os valores de pressão arterial (<130/80 mmHg);
4. Otimizar o controlo glicémico (açúcar no sangue) no caso dos doentes diabéticos ou pré-diabéticos;
5. Adotar uma dieta saudável (semelhante à Mediterrânica): pobre em gorduras saturadas e açucares; rica em vegetais, peixe e fruta; pobre em sal (<5g/dia); ingestão limitada de álcool;
6. Manter um peso saudável (Índice de Massa Corporal entre 20-25 Kg/m2);
7. Praticar exercício físico de acordo com a idade, o nível de atividade prévia e as limitações físicas – pelo menos 30 min, 5 dias/semana de exercício aeróbico moderado ou 15 min, 5 dia/semana de exercício aeróbico vigoroso.

Texto: Carla S. Rodrigues; WiN

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