Retiradas mais de 50 pessoas de aldeias em Pombal

O incêndio de Pombal obrigou à retirada de mais de 50 pessoas de várias aldeias e à evacuação de um lar de idosos, disse hoje à Lusa o presidente da Câmara.

Retiradas mais de 50 pessoas de aldeias em Pombal

Retiradas mais de 50 pessoas de aldeias em Pombal

O incêndio de Pombal obrigou à retirada de mais de 50 pessoas de várias aldeias e à evacuação de um lar de idosos, disse hoje à Lusa o presidente da Câmara.

O incêndio de Pombal obrigou à retirada de mais de 50 pessoas de várias aldeias e à evacuação de um lar de idosos, disse hoje o presidente da câmara daquele concelho do distrito de Leiria. “Ainda temos duas frentes de incêndio, mas a situação ficou mais calma esta manhã. Ontem [terça-feira] foram retiradas mais de 50 pessoas de aldeias na zona de Ramalhais e foi evacuado um lar de idosos. Montámos um serviço de logística, acolhendo as pessoas na escola Marquês de Pombal e contámos com o apoio psicológico de técnicas da Segurança Social”, adiantou Pedro Pimpão (PSD).

Segundo o autarca, o incêndio provocou alguns feridos ligeiros e um “grave”, que está hospitalizado. “Será um senhor que estava a proteger a casa de um familiar e sofreu queimaduras com alguma gravidade”, revelou Pedro Pimpão. O presidente referiu ainda que há “várias casas ardidas”, pelo menos uma de primeira habitação. “Há ainda registo de muitos barracões, aviários e armazéns destruídos pelas chamas. Várias atividades económicas foram atingidas. Muitos animais também morreram. Assisti a uma situação que me impressionou: uma senhora que tentava salvar as cabras, já com as ovelhas todas mortas”, acrescentou.

Pedro Pimpão considerou que se viveram “momentos de desespero”. “Quando o incêndio deflagrou não tínhamos recursos suficientes. Quando solicitávamos meios diziam-nos que não havia, pois estavam noutros teatros operações. Ao final do dia houve um reforço e por isso as coisas melhoraram”, disse. Segundo o presidente, durante esta manhã “centenas de bombeiros encontravam-se no terreno para fazer a consolidação e a vigilância”, situação que se deveria manter ao longo do dia. “A situação de alerta mantém-se”, constatou. O incêndio deflagrou na freguesia de Abiul, em Vale da Pia, na sexta-feira, pelas 14:50.

Segundo o sítio na Internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, às 13:55, estavam no local 425 operacionais, apoiados por 108 viaturas e seis meios aéreos. Dezasseis dos 18 distritos de Portugal continental estão hoje sob aviso vermelho, o mais grave, devido ao tempo quente, com mais de uma centena de concelhos em perigo máximo de incêndio rural, segundo o IPMA. Os distritos de Braga, Vila Real, Bragança, Guarda, Viseu, Porto, Aveiro, Coimbra, Castelo Branco, Leiria, Santarém, Lisboa, Portalegre, Setúbal, Évora e Beja vão estar até às 00:00 de quinta-feira sob aviso vermelho devido à persistência de valores extremamente elevados da temperatura máxima.

De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), o aviso vermelho corresponde a “uma situação meteorológica de risco extremo”. Devido a estas condições meteorológicas e à previsão de valores baixos de humidade relativa do ar, temporariamente inferiores a 20% em vastas áreas do interior, o perigo de incêndio rural apresentará as classes máximo e muito elevado em quase todo o interior norte e centro e no interior do Algarve até ao final desta semana.

Esta situação de tempo muito quente resulta da circulação de uma massa de ar muito quente e seco, originária no norte de África, que irá persistir até sexta-feira, com valores de temperatura acima ou muito acima da média. Portugal continental está desde segunda-feira em situação de contingência.

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