Reclusa encontrada morta na cela na cadeia de Tires

Uma reclusa de 30 anos foi encontrada na manhã desta quinta-feira, 6 de dezembro, na abertura das celas do Estabelecimento Prisional de Tires.

Reclusa encontrada morta na cela na cadeia de Tires

Reclusa encontrada morta na cela na cadeia de Tires

Uma reclusa de 30 anos foi encontrada na manhã desta quinta-feira, 6 de dezembro, na abertura das celas do Estabelecimento Prisional de Tires.

A notícia é avançada pela TVI 24, que junto do presidente do Sindicato Independente dos Guardas Prisionais, Júlio Rebelo, confirmou a morte de uma reclusa.

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Segundo a mesma publicação, uma outra reclusa, de 34 anos, teve de ser transportada para o hospital em estado crítico. As autoridades acreditam que a causa seja overdose.

O presidente do Sindicato Independente dos Guardas Prisionais confirmou o sucedido e disse à RTP que deverá ter havido «uma falha no acompanhamento da entrega da medicação».

Segundo Júlio Rebelo a «medicação é assistida e o que deve ter acontecido aqui é que a medicação foi entregue sem a presença de um elemento de vigilância».

Ambas encontravam-se na ala das preventivas.

Guardas prisionais iniciam nova greve

Esta greve surge na sequência de uma primeira realizada pelos guardas prisionais, que se prolongou por quatro dias, que culminou na terça-feira, dia 4 de dezembro.

Os guardas prisionais iniciam na quinta-feira, dia 6 de dezembro, uma nova greve nacional que se prolonga até 18 dezembro, indicou o Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP), que convocou a paralisação.

O cancelamento das visitas aos reclusos desencadeou, na noite de terça-feira, um motim no EPL com os reclusos a queimar colchões e papéis e a partir algum material, obrigando os guardas prisionais a «usar a força».

Também quarta-feira mais de metade dos reclusos da prisão de Custóias, no distrito do Porto, recusaram-se a almoçar, obrigando os guardas prisionais a disparar balas de borracha para o ar para repor a ordem e conseguir colocá-los nas celas.

Motivo das greves

O presidente do sindicato, Jorge Alves, explicou que o principal motivo das greves é a conclusão da revisão do estatuto profissional, exigindo os guardas prisionais que sejam retomadas as negociações com o Ministério da Justiça que foram suspensas em agosto.

Os guardas prisionais reivindicam uma atualização da tabela remuneratória, criação de novas categorias e um novo subsídio de turno.

Alteração dos horários de trabalho, descongelamento das carreiras e novos admissões para o corpo dos guardas prisionais são outros motivos dos protestos.

 

 

 

 

 

 

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Texto: Redação WIN - Conteúdos Digitais

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