Portugal aceita receber até 10 migrantes do navio Open Arms

Navio aguarda há duas semanas ao largo da ilha italiana de Lampedusa autorização para atracar num porto seguro.

Portugal aceita receber até 10 migrantes do navio Open Arms

Portugal aceita receber até 10 migrantes do navio Open Arms

Navio aguarda há duas semanas ao largo da ilha italiana de Lampedusa autorização para atracar num porto seguro.

Portugal vai receber até 10 dos 147 migrantes a bordo do navio da organização não-governamental espanhola Open Arms, no âmbito de um acordo que envolve outros quatro países europeus, anunciou esta quinta-feira, 15 de agosto, o Ministério da Administração Interna (MAI).

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«Portugal manifestou disponibilidade para acolher até 10 pessoas das 147 resgatadas pelo navio humanitário Open Arms», que há duas semanas aguarda ao largo da ilha italiana de Lampedusa autorização para atracar num porto seguro, afirma o MAI em comunicado. «Portugal, Espanha, França, Alemanha e Luxemburgo são os países que manifestaram esta disponibilidade para receber o grupo de pessoas, num gesto de solidariedade humanitária e de desejo comum de fornecer soluções europeias para a questão da migração e das tragédias humanas que se verificam no Mediterrâneo», lê-se no texto.

«Espanha está disposta a acolher algumas das pessoas a bordo»

O Governo de Espanha anunciou também esta quinta-feira, 15 de agosto, que está disposto a acolher algumas das 147 pessoas a bordo do navio Open Arms no âmbito de um acordo com outros países da União Europeia (UE) para a distribuição dos migrantes. «Espanha está disposta a participar numa repartição equilibrada dos migrantes acolhidos no navio», atualmente em águas territoriais italianas, anunciou o executivo espanhol num comunicado.

O texto precisa que Madrid está a trabalhar com a Comissão Europeia e com outros Estados-membros para chegar a uma «solução europeia, ordenada e solidária». O Open Arms, propriedade da organização não-governamental espanhola com o mesmo nome, está perto da ilha italiana de Lampedusa há duas semanas a aguardar autorização para desembarcar 147 pessoas resgatadas do Mediterrâneo.

«A União Europeia deve enfrentar o desafio migratório com mecanismos de colaboração em que os Estados-membros participem, mantendo presente que não se trata de um problema exclusivo dos Estados ribeirinhos, mas de toda a UE, e que, como tal, tem de ser enfrentado em conjunto», lê-se no comunicado. Itália e Malta, os dois países mais próximos da localização do Open Arms, recusaram receber o navio, mas na quarta-feira a justiça italiana autorizou o navio a aportar em Lampedusa, suspendendo um decreto do ministro do Interior, Matteo Salvini, que proibia o Open Arms de entrar em águas italianas.

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