Pelo menos 30 crianças mortas pelo frio e más condições de vida em campos de deslocados na Síria

Organizações internacionais alertaram hoje que as baixas temperaturas e condições de vida desumanas dos deslocados no noroeste da Síria provocaram a morte de pelo menos 30 crianças nos últimos dias, entre as 500.000 que fugiram da violência.

Pelo menos 30 crianças mortas pelo frio e más condições de vida em campos de deslocados na Síria

Pelo menos 30 crianças mortas pelo frio e más condições de vida em campos de deslocados na Síria

Organizações internacionais alertaram hoje que as baixas temperaturas e condições de vida desumanas dos deslocados no noroeste da Síria provocaram a morte de pelo menos 30 crianças nos últimos dias, entre as 500.000 que fugiram da violência.

Face à intensificação da ofensiva das forças governamentais no oeste da província de Alepo e em setores de Idlib, desde o início de dezembro mais de 900 mil pessoas, segundo a ONU, das quais meio milhão de crianças, segundo a Save the Children e a UNICEF, deixaram as suas casas e deslocaram-se para a fronteira com a Turquia.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) verificou que 28 crianças morreram desde o início de 2020, além de outras 49 que ficaram feridas como resultado da escalada da violência na zona.

A organização não-governamental (ONG) Save the Children, por seu turno, verificou que menos sete crianças, incluindo um bebé, morreram recentemente devido às baixas temperaturas e às “péssimas condições de vida” em campos de deslocados na província de Idlib, no noroeste da Síria, onde o exército realiza uma ofensiva contra as fações insurgentes.

“À medida que mais civis procuram desesperadamente segurança na fronteira da Síria com a Turquia, estamos preocupados que o número de mortos aumente também devido às condições de vida absolutamente desumanas” nos campos de deslocados, denunciou em comunicado a diretora da Save the Children para a Síria, Sonia Khush.

De acordo com esta ONG, ao longo de três dias no início de fevereiro, quase 145.000 pessoas fugiram das suas casas e mais de 80.000 vivem ao ar livre, em campos cobertos de neve e expostos ao frio.

Num comunicado, a UNICEF indicou que foi informada de que os dois últimos hospitais em funcionamento no oeste da província de Alepo, onde também existem grupos armados da oposição, foram atacados, sendo um deles um centro de maternidade e um de pediatria.

“A situação no noroeste é insustentável, mesmo para os padrões sombrios da Síria”, salientou na nota a diretora executiva da UNICEF, Henrietta Fore.

“Crianças e famílias estão presas entre a violência, o frio intenso, a falta de alimentos e condições de vida desesperadas”, acrescentou Fore, que pediu o fim do “desrespeito absoluto pela segurança e o bem-estar das crianças”.

A diretora executiva da UNICEF apelou às partes em conflito a “proteger as crianças e a infraestrutura da qual dependem, dar um ‘descanso’ às famílias e permitir que os trabalhadores humanitários respondam a necessidades massivas, em conformidade com o direito internacional humanitário”.

Na segunda-feira, o subsecretário-geral da ONU para os assuntos humanitários, Mark Lowcock, alertou para a “horrível” situação no noroeste da Síria, onde pelo menos 900.000 pessoas deixaram as suas casas devido à escalada do conflito nas províncias de Idlib e Alepo.

O anterior balanço, divulgado na quinta-feira pela ONU, dava conta de cerca de 800 mil deslocados.

 

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