Filhos de Leonor Cipriano não querem ter contacto com a mãe

Leonor Cipriano, mãe de Joana, foi condenada a 16 anos e oito meses de prisão por homicídio qualificado e ocultação de cadáver em 2006.

Leonor Cipriano e João Cipriano foram condenados a 16 anos e oito meses de prisão por homicídio e ocultação de cadáver. A mãe de Joana e o irmão confessaram durante o julgamento, que decorreu em 2005, terem espancado a criança de oito anos até à morte, na casa de Leonor localizada na Figueira, em Portimão.

Leonor Cipriano cumpriu 14 anos e meio e saiu a 7 de fevereiro deste ano em liberdade condicional do Estabelecimento Prisional de Odemira, em Beja.

A mãe de Joana esteve à conversa com a jornalista da SIC Ana Paula Félix, para o programa ‘Linha Aberta’, e falou sobre a vida após a prisão e os objetivos que tem e lamenta que os filhos não queiram ter contacto com ela. No entanto, a grande luta da ex-reclusa é provar que está inocente. A conversa, que não foi gravada a pedido de Leonor Cipriano, decorreu à porta de casa, numa localidade alentejana, onde vive com uma mulher que conheceu na prisão.

Desde que saiu da cadeia, a mãe de Joana garante que tenta resguardar-se dos olhares das pessoas e passa a maior parte dos dias em casa. Leonor Cipriano diz que quer recomeçar uma nova vida e já está à procura de emprego. Enquanto cumpriu pena, fez cursos de bombeiro, cozinha, jardinagem, pintura e conseguiu concluir o nono ano.

«A minha grande luta vai ser provar que sempre estive inocente»

Durante o julgamento, o tio de Joana ainda admitiu ter esquartejado a menina, colocado o cadáver numa arca frigorífica e dado os restos mortais aos porcos. Depois de mais de uma década, Leonor Cipriano diz estar inocente e acredita que a filha continua viva. «A minha grande luta vai ser provar que sempre estive inocente», afirmou à jornalista.

Leonor Cipriano não mantém contactos com os filhos e diz que estes nunca a procuraram. Quando foi detida, em 2004, a sogra costumava levar os dois filhos mais novos – Rúben e Lara que na altura tinham 3 anos e dois anos, respetivamente – a visitá-la à prisão. Depois os encontros familiares começaram a escassear, até que a detida perdeu o contacto completo com os filhos.

A mãe de Joana mostrou-se triste por saber que Rúben e Lara querem tirar o apelido Cipriano do nome. Relativamente ao irmão João Cipriano, a mulher diz não ter contacto com este desde que foi preso. O tio de Joana ainda se encontra detido na prisão da Carregueira, em Sintra, e sairá em liberdade condicional brevemente.

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