FaceApp: A aplicação que o envelhece pode estar a roubar os seus dados

Os especialistas não recomendam o uso da FaceApp e alertam para os perigos inerentes à sua utilização

FaceApp: A aplicação que o envelhece pode estar a roubar os seus dados

Os especialistas não recomendam o uso da FaceApp e alertam para os perigos inerentes à sua utilização

É a aplicação do momento. A FaceApp mostra-lhe como vai ficar quando envelhecer através de filtros. No entanto, os especialistas não recomendam o seu uso e alertam para os perigos inerentes.

A empresa russa Wireless Lab, criadora da FaceApp, recolhe informações dos utilizadores e constrói uma base de dados através dos filtros e outras funcionalidades. Na política de privacidade, os criadores da aplicação revelam que os utilizadores, ao fazerem download, estão a autorizar o fornecimento de fotografias e outros materiais que publicam através deste serviço, como o histórico de navegação do browser. No entanto, a empresa não esclarece o que acontece com os dados que os utilizadores fornecem à app.

Empresa coleciona dados pessoais dos utilizadores

«Todo o modelo de negócio que prolifera como startup está a colecionar enormes quantidades de dados pessoais sem ter qualquer ideia de como isso poderá a ser utilizado no futuro. Enquanto isso, os desenvolvedores do negócio só pensam em ir em frente ou em serem comprados por Facebook, Google ou outros», refere Stilgherrian, comentador de tecnologia no Twitter, citado pelo portal argentino La Voz.

Segundo o advogado Michael Bradley, da Marque Lawyers, em declarações à ABC da Austrália «qualquer um que tenha colocado o seu rosto online juntamente com nome e outras formas de identificação já está muito vulnerável a ser capturado digitalmente para utilizações futuras de reconhecimento facial».

Informação que a FaceApp recolhe pode ser partilhada com outras empresas

A informação recolhida pela FaceApp pode ainda ser partilhada com os seus parceiros, como empresas de publicidade, empresas afiliadas, ou com organismos terceiros que ajudem a desenvolver a aplicação. Assim, estes dados podem ser armazenados e processadas nos Estados Unidos ou em qualquer outro país em que a FaceApp, as empresas afiliadas, ou os provedores dos serviços tenham instalações.

Especialistas alertam para a proteção da imagem facial

Este facto representa um perigo, uma vez que «o reconhecimento facial está rapidamente a tornar-se um dos elementos-chave da identidade digital», explica o presidente da Fundação Australiana de Privacidade, David Vaile. O especialista alerta as pessoas para a «proteção da imagem facial da mesma forma que devem proteger outros elementos da sua identidade, como a data de nascimento, número de contribuinte e outros».

A FaceApp já tinha estado nas bocas do mundo em 2017 e, nessa altura, gerou polémica ao ter disponível o efeito sparkle, que branqueia o tom de pele dos utilizadores, o que levou a um pedido de desculpas público por parte da marca.

Envelhecemos três figuras públicas: Cristina Ferreira, Manuel Luís Goucha e Catarina Furtado. Veja, na galeria, como vão ser daqui a 40 anos.

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