Ex-namorado da mulher que se suicidou devido à partilha de video sexual em liberdade

Verónica Rubio, de 32 anos, pôs termo à vida, depois de um vídeo sexual com cinco anos ter sido partilhado. Ex-namorado entregou-se às autoridades, mas saiu em liberdade.

Ex-namorado da mulher que se suicidou devido à partilha de video sexual em liberdade

Ex-namorado da mulher que se suicidou devido à partilha de video sexual em liberdade

Verónica Rubio, de 32 anos, pôs termo à vida, depois de um vídeo sexual com cinco anos ter sido partilhado. Ex-namorado entregou-se às autoridades, mas saiu em liberdade.

Verónica Rubio, de 32 anos, casada e com dois filhos, suicidou-se depois um vídeo sexual com cinco anos ter sido partilhado entre os grupos de WhatsApp da empresa de camiões da Iveco, em Madrid, a CNH Industrial, onde trabalhava. O ex-namorado da mulher entregou-se às autoridades, mas saiu em liberdade e sem acusações, esta quinta-feira, 30 de maio.

O homem dirigiu-se ao quartel do Instituo Armado de Mejorada del Campo pelas 16 horas desta quinta-feira e entregou-se às autoridades. O ex-namorado de Verónica Rubio disse, segundo o El Mundo, às autoridades que queria fornecer detalhes sobre o caso às autoridades, alegando que está a ser acusado e assediado de forma injustificada por várias pessoas. Depois da fase de interrogatório, o homem saiu em liberdade e sem qualquer acusação.

Desde o início deste caso que o ex-namorado de Verónica Rubio tem sido apontado como suspeito de ter divulgado o vídeo sexual. O conteúdo partilhado tinha cinco anos, coincidindo com a altura em que o casal namorava.

A Polícia Nacional esta a investigar o caso e cerca de 2500 pessoas poderão vir a ser acusadas. O crime, a revelação de um segredo, é punível na lei espanhola, com uma moldura penal que vai de três meses a um ano de cadeia. Cada um dos trabalhadores da empresa estão a ser investigados pelas autoridades para que se perceba o nível de implicação que têm neste caso. Caso tenham partilhado o vídeo são responsáveis pela morte de Verónica.

Polémica com conselheira socialista altera a lei

Em 2012, Yébenes Olvido Hormigos, uma ex-conselheira socialista, também viu um vídeo seu ser publicado nas redes sociais. A justiça espanhola não condenou o caso por considerar que não estava perante um crime. Hormigos terá enviado de forma voluntária o vídeo ao seu amante e por isso não foi considerado um delito, pois não houve roubo ou apropriação ilícita dos dados.

O governo de Mariano Rajoy alterou o Código Penal de Espanha e começou a considerar a difusão não autorizada de imagens ou gravações íntimas um crime. Segundo o artigo 197-7 do Código Penal espanhol, «será castigado com uma pena de prisão de três meses a um ano ou multa de seis a doze meses aquele que, sem autorização da pessoa afetada, difunda, revele ou ceda a terceiros imagens ou gravações audiovisuais da mesma que teria obtido com a sua autorização num domicílio ou em qualquer outro lugar fora do alcance do olhar de terceiros, quando a divulgação prejudica seriamente a privacidade pessoal».

O caso de Verónica Rubio torna-se excecional, uma vez que não foi formalizada uma «denúncia da pessoa afetada». A mulher suicidou-se sem apresentar queixa às autoridades. A questão passa agora por alterar a lei para permitir que nestes casos não seja necessária a denúncia da vítima.

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