Drama em Bérgamo. Camiões militares transportam caixões e crematório funciona 24 horas

Ainda que o crematório municipal esteja a funcionar 24 horas por dia, não é capaz de dar vazão a tantos corpos

Drama em Bérgamo. Camiões militares transportam caixões e crematório funciona 24 horas

Drama em Bérgamo. Camiões militares transportam caixões e crematório funciona 24 horas

Ainda que o crematório municipal esteja a funcionar 24 horas por dia, não é capaz de dar vazão a tantos corpos

As imagens e os números que nos chegam de Itálias nas últimas horas têm estado a chocar e sensibilizar o mundo. As imagens são tiradas por quem está confinado a estar em casa e mostram mais de uma dezena de camiões militares atravessaram a cidade de Bérgamo, no norte de Itália, na noite de quarta-feira.

Ao todo era 60 caixões a serem levados para cidades como Modena, Acqui Terme, Domodossola, Parma e Piacenza uma vez que a capacidade local para fazer as cerimónias fúnebres de quem morre com Covid-19 não é suficiente.

Ainda que o crematório municipal esteja a funcionar 24 horas por dia, não é capaz de dar vazão a tantos corpos, pelo que o  presidente da Câmara, Giorgio Gori, escreveu uma carta aos autarcas das cidades vizinhas, fazendo um apelo para que ajudassem. Os corpo são assim levados pelo Exército para estas cidades vizinhas, trazendo depois as cinzas de volta à cidade.

 

“A maioria das famílias escolhe a cremação. Como consequência desta escolha, a administração municipal e a empresa que gere o crematório, a SCB, estão impossibilitadas de geri-lo de forma normal, tendo em conta a situação dramática que surgiu, mesmo estando a trabalhar continuamente”, escreveu Gori na carta enviada aos outros presidentes de Câmara, de acordo com o jornal local L’Eco di Bergamo.

Só nesta quarta-feira ter-se-ão registado 93 mortes por Covid-19. Os funerais são uma constante, os obituários já ocupam 10 páginas dos jornais. Antonio Ricciardi, diretor da maior funerária local, refere que a média de 120 funerais mensais disparou para 600. Há ainda a problemática de que muitos dos trabalhadores de funerárias estão também eles doentes.

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