Aluno estrangulado por professor no Peso da Régua

Os pais do jovem apresentaram queixa na GNR contra o professor, que negou tudo e disse que a vítima era ele.

Aluno estrangulado por professor no Peso da Régua

Aluno estrangulado por professor no Peso da Régua

Os pais do jovem apresentaram queixa na GNR contra o professor, que negou tudo e disse que a vítima era ele.

Um aluno, de 15 anos, foi, esta terça-feira, 26 de novembro, violentamente agredido pelo professor no final de uma aula de matemática na Escola Secundária João de Araújo Correia, no Peso da Régua, avança o Correio da Manhã.

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A vítima foi assistida no Hospital de Lamego e, segundo os médicos, citados pela mesma publicação, «as marcas apresentadas pelo jovem denunciavam uma tentativa de estrangulamento». Os pais do aluno apresentaram queixa na GNR contra o professor, que negou tudo e disse que a vítima era ele.

Escola abre inquérito

O diretor do agrupamento de escolas João de Araújo Correia confirmou à Renascença que ordenou «a abertura de um inquérito interno» para apurar as circunstâncias da alegada agressão.

Líder da Fenprof acusa Governo de «estoirar» com corpo docente em Portugal

«O corpo docente está envelhecido, desgastado, com muitos profissionais em situação de stress e de ‘burnout’ (exaustão profissional), e o que estão a fazer aos professores é para acabar de vez com o corpo docente”, disse Mário Nogueira, líder da Federação Nacional dos Professores (FENPROF), em conferência de imprensa, em outubro deste ano.

O excesso de trabalho tem-se agravado e «podem [os governantes] reconhecer que os mais velhos deixem de ter tanto trabalho direto com os alunos, tantas aulas, mas se fizerem isso quem é que está lá para dar aulas». Pelas contas de Mário Nogueira, nos últimos «10 a 12 anos» registou-se uma redução do número de professores superior a 30%, enquanto o decréscimo no número de alunos foi na ordem dos 12 a 15%.

O dirigente acusa a tutela de, nos últimos anos, «tomar medidas deliberadas para reduzir o número de professores, que os docentes ao serviço, mais velhos, muitos deles com sessenta e muitos anos, hoje têm um horário que é agravado».

«A irresponsabilidade desta gente deixou chegar isto a um ponto que é absolutamente inacreditável, porque a desvalorização dos professores, os ataques, as campanhas junto da opinião publica contra os professores naturalmente afastou os jovens e alguns menos jovens que já estavam na profissão», enfatizou Mário Nogueira.

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