Advogada acusada de espancar marido e filhos: «Quem manda em casa sou eu»

Advogada acusada de espancar marido e filhos: «Quem manda em casa sou eu»

Advogada vai ser julgada, em abril, no Tribunal São João Novo, no Porto, por crimes de violência doméstica contra os filhos e marido.

Uma mulher, de 44 anos, é acusada de espancar e insultar o marido e filhos. A arguida, advogada, chegou a apontar uma faca de cozinha ao companheiro e foi o filho a desarmá-la e a chamar a PSP.

A relação do casal, celebrada em 1992, foi sempre pautada por episódios de violência. Também os três filhos – um rapaz e duas raparigas que têm atualmente 25, 18 e 13 anos – assistiam às agressões e eram alvo das mesmas. Segundo o processo, citado pelo Correio da Manhã, a advogada ameaçava com frequência a família: «Ou fazem o que eu mando ou sofrem as consequências».

Em dezembro de 2015, o filho mais velho do casal apresentou queixa na Polícia depois de ver a mãe a agredir o progenitor. Neste episódio, a advogada ameaçou o marido com uma faca de cozinha e teve de ser o filho mais velho a desarmá-la e a impedir que o pior acontecesse. Numa outra situação, quando o filho mais velho tinha apenas dois anos, a mulher terá também ameaçado com uma faca que terá ficado espetada numa porta.

O marido chegou a sair de casa por curtos períodos de tempo, uma vez que a arguida pedia desculpas e prometia mudar o seu comportamento.

Advogada controlava e agredia os filhos

Os filhos do casal também foram alvo de agressões. A 18 de janeiro de 2016, a mulher tentou agredir uma das filhas no quarto, mas o irmão socorreu-a e acabou por ser espancado pela mãe.

Os episódio de violência agravaram-se desde que a mulher passou a ingerir frequentemente bebidas alcoólicas. «Vocês vão fazer tudo o que eu quero e que eu mandar. Quem manda em casa sou eu. Tudo o que está nesta casa é meu. Vocês vivem à minha custa e vão fazer aquilo que eu quiser», ameaçava.

Durante uma discussão, uma das filhas terá colocado auscultadores nos ouvidos. Furiosa, a advogada agrediu a menor e arranhou-lhe a cara. Também eram frequentes os episódios de humilhação: «Não vais ser ninguém na vida. Vais acabar a trabalhar numa caixa de supermercado», dizia.

A arguida proibia a filha menor de contactar com o pai e irmãos e controlava-lhe diariamente o telemóvel e o acesso à internet. A advogada impedia sempre as filhas de passarem as quadras festivas com o lado paterno da família. Numa situação, a mulher ignorou durante dias a filha, não lhe dirigindo uma única palavra. «Despede-te de mim para sempre», disse.

Em abril de 2016, o Tribunal de Família e Menores do Porto entregou a custódia da filha menor ao pai. Não contente com a decisão, a arguida tentou agredir o homem na rua. Pouco tempo depois, o tribunal fixou a guarda partilhada da criança. A PSP já foi por diversas vezes chamada ao colégio dos filhos do casal, para que os agentes levassem as filhas de volta à casa do pai.

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