Ucrânia: África do Sul está do lado da paz e apela à mediação da ONU

O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, defendeu hoje que Pretória está “firmemente do lado da Paz”, apelando à “negociação pacífica” através da Organização das Nações Unidas no conflito entre a Rússia e a Ucrânia.

Ucrânia: África do Sul está do lado da paz e apela à mediação da ONU

Ucrânia: África do Sul está do lado da paz e apela à mediação da ONU

O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, defendeu hoje que Pretória está “firmemente do lado da Paz”, apelando à “negociação pacífica” através da Organização das Nações Unidas no conflito entre a Rússia e a Ucrânia.

“Houve quem dissesse que, ao se abster na votação condenando a operação militar da Rússia na Ucrânia, a África do Sul se colocou do lado errado da história. No entanto, a África do Sul está firmemente do lado da paz num momento em que outra guerra é algo que o mundo não precisa, nem pode pagar”, frisou Ramaphosa, na sua newsletter semanal. De acordo com o Presidente sul-africano, “os resultados das hostilidades serão sentidos globalmente e por muitos anos”. “A cessação das hostilidades pode, de facto, ser alcançada através da força das armas ou da pressão económica. Mas dificilmente levará a uma paz sustentável e duradoura”, adiantou.

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O Presidente Ramaphosa explicou que Pretória absteve-se na semana passada na votação da resolução das Nações Unidas. Que condenou a invasão russa da Ucrânia, “porque a resolução não colocou em primeiro plano o apelo a um envolvimento significativo”. “A África do Sul esperava que a resolução da ONU saudasse principalmente o início do diálogo entre as partes. E procurasse criar as condições para que essas conversações fossem bem-sucedidas. Em vez disso, o apelo à resolução pacífica através do diálogo político é relegado a uma única frase próxima à conclusão do texto final. Isso não dá o incentivo. E o apoio internacional de que as partes precisam para continuar com os seus esforços”, frisou. O chefe de Estado sul-africano considerou que “o apelo à negociação pacífica está alinhado com os valores sobre os quais a ONU foi fundada”.

“A resolução não colocou em primeiro plano o apelo a um envolvimento significativo”

“Estamos particularmente preocupados que o Conselho de Segurança da ONU não tenha sido capaz de cumprir a sua responsabilidade de manter a paz e a segurança”, adiantou. Nesse sentido, Ramaphosa defendeu a reforma do Conselho de Segurança “para enfrentar os desafios do século XXI”. “A Carta da ONU insta os Estados membros a resolverem as suas disputas por meios pacíficos em primeira instância. Afirmando explicitamente que as partes em qualquer disputa devem primeiro procurar uma solução por meio de negociação. Inquérito, mediação, conciliação, arbitragem e mecanismos semelhantes. Desde a eclosão do conflito entre a Rússia e a Ucrânia, a posição da África do Sul tem sido a de afirmar este apelo”, salientou. O chefe de Estado sul-africano referiu ainda que Pretória “está empenhada em promover os direitos humanos e as liberdades fundamentais”. Não apenas do próprio povo. “Mas também dos povos da Palestina, Saara Ocidental, Afeganistão, Síria e em toda a África e no mundo”.

“A Carta da ONU insta os Estados membros a resolverem as suas disputas por meios pacíficos em primeira instância”

“Apelamos à Rússia e à Ucrânia para que submetam este conflito à mediação. E façam tudo o que estiver ao seu alcance para chegarem a um acordo que conduza à cessação das hostilidades”, apelou Ramaphosa. “Os povos da Rússia e da Ucrânia — dois vizinhos cujas histórias, povos e fortunas estão inextricavelmente ligados — merecem uma paz duradoura, sustentável e duradoura”, concluiu.

A Rússia lançou na madrugada de 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia. Que, segundo as autoridades de Kiev, já fez mais de 2.000 mortos entre a população civil. Os ataques provocaram também a fuga de mais de 1,5 milhões de pessoas para os países vizinhos, de acordo com a ONU. A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional. Que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas a Moscovo.

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