Presidente do Parlamento Europeu classifica prisão de Navalny como “escárnio da justiça”

A presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, contestou hoje a pena de prisão aplicada ao opositor russo Alexei Navalny, classificando esta decisão de um tribunal russo como “escárnio da justiça” e exigindo a sua libertação.

Presidente do Parlamento Europeu classifica prisão de Navalny como

Presidente do Parlamento Europeu classifica prisão de Navalny como “escárnio da justiça”

A presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, contestou hoje a pena de prisão aplicada ao opositor russo Alexei Navalny, classificando esta decisão de um tribunal russo como “escárnio da justiça” e exigindo a sua libertação.

“Consternada com a notícia de que Alexei Navalny foi considerado culpado num novo julgamento fictício. Isto é um escárnio da justiça”, escreveu Roberta Metsola, numa reação na rede social Twitter. Depois de o tribunal russo ter anunciado esta condenação, a líder da assembleia europeia exigiu “a libertação imediata” do opositor russo. “Estamos ao seu lado e de todos os russos que se opõem à corrupção, ao despotismo e à guerra”, adiantou Roberta Metsola. O opositor russo Alexei Navalny foi hoje condenado a nove anos de prisão por “fraude” e “falta de respeito a um magistrado”, de acordo com a sentença da juíza Margarita Kotova, de um tribunal russo. Os jornalistas da agência France Presse que acompanharam a leitura da sentença indicam que a juíza acrescentou à pena de nove anos de prisão mais um ano e meio de “liberdade sob vigilância” e o pagamento de 10 mil euros.

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Navalny já se encontra preso desde janeiro de 2021. O opositor deve cumprir a pena num estabelecimento prisional de “regime severo”, o que significa que as condições de detenção vão ser mais estritas. O ativista russo de 45 anos começou a ser julgado em meados de fevereiro numa sala de tribunal improvisada na cadeia onde se encontra, a cerca de 100 quilómetros de Moscovo. Navalny foi acusado de se ter apropriado de milhões de rublos que tinham sido doados às organizações de combate à corrupção que fundou na Rússia, mas também foi condenado por ter faltado ao respeito do tribunal, num processo anterior.

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