Papa Francisco pede libertação “rápida” dos responsáveis políticos detidos em Myanmar

O papa Francisco pediu hoje a libertação “rápida” dos líderes políticos detidos em Myanmar (antiga Birmânia) na sequência do golpe militar que derrubou a primeira-ministra, Aung San Suu Kyi.

Papa Francisco pede libertação

Papa Francisco pede libertação “rápida” dos responsáveis políticos detidos em Myanmar

O papa Francisco pediu hoje a libertação “rápida” dos líderes políticos detidos em Myanmar (antiga Birmânia) na sequência do golpe militar que derrubou a primeira-ministra, Aung San Suu Kyi.

O papa Francisco pediu hoje a libertação “rápida” dos líderes políticos detidos em Myanmar (antiga Birmânia) na sequência do golpe militar que derrubou a primeira-ministra, Aung San Suu Kyi.

O “golpe de estado levou à detenção de vários responsáveis políticos, que espero que sejam rapidamente libertados como um sinal de incentivo a um diálogo sincero pelo bem do país”, declarou o papa durante os seus votos para o corpo diplomático.

No domingo, o papa Francisco expressou a sua preocupação com o que está acontecer no país e pediu aos responsáveis que retomem uma “convivência democrática harmoniosa”.

“Nestes dias, o meu pensamento dirige-se de modo especial ao povo de Myanmar, a quem expresso o meu afeto e a minha proximidade”, prosseguiu.

O papa denunciou de uma forma geral neste período de pandemia o “crescimento dos confrontos políticos”.

O papa Francisco fez uma visita histórica ao país predominantemente budista, em novembro de 2017, antes de continuar uma visita ao Bangladesh, onde falou sobre a perseguição aos muçulmanos Rohingya e se encontrou alguns refugiados que fugiram de Myanmar.

Durante a visita à antiga Birmânia, na qual conversou com a então líder de facto do executivo, Aung San Suu Kyi, Francisco não pronunciou a palavra “Rohingya” uma única vez, já que é uma palavra tabu no país.

Hoje, a polícia usou canhões de água contra os manifestantes na capital, Naypyidaw, enquanto dezenas de milhares de pessoas tomaram as ruas em cidades como Rangum, antiga capital e a cidade mais povoada do país, e Mandalay.

Os militares puseram fim, em 01 de fevereiro, a uma frágil transição democrática, ao instaurarem o estado de emergência por um ano e detiveram Suu Kyi e outros dirigentes da Liga Nacional para a Democracia (LND, na sigla em inglês).

Mais de 150 pessoas, entre deputados, responsáveis locais e ativistas, foram interpelados e continuam detidos, indicou a Associação de Assistência aos Prisioneiros Políticos (AAPP).

As ligações à Internet foram parcialmente reestabelecidas no domingo, depois de uma perturbação no serviço de 24 horas, mas o acesso à rede social Facebook, principal ferramenta de comunicação para milhões de birmaneses, continua a ser restrito.

O país viveu sob um regime militar durante cerca de 50 anos, desde a independência em 1948.

Uma liberalização progressiva começou em 2010, e cinco anos depois, com a vitória da LND nas eleições, chegou ao poder um governo civil, dirigido de facto por Suu Kyi.

Muito criticada até há pouco pela comunidade internacional pela alegada passividade na crise dos muçulmanos rohingyas, Aung San Suu Kyi, que viveu sob residência vigiada durante 15 anos pela oposição à junta, continua a ser extremamente popular no país.

De acordo com fontes partidárias, a ex-dirigente estará de “boa saúde”, confinada a uma residência em Naypyidaw, a capital construída pelos militares.

A LND venceu novamente as legislativas de novembro, num escrutínio cuja regularidade foi contestada pelos militares, apesar de observadores internacionais não terem constatado quaisquer problemas graves.

Os militares prometeram eleições livres depois do fim do estado de emergência.

 

 

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