Esquadra 751, que salvou mais de 3.700 vidas, recebeu do PR a mais importante ordem honorífica

O Presidente da República atribuiu a Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito, a mais importante ordem honorífica, à Esquadra 751, da Força Área Portuguesa, que já salvou 3.706 vidas nas suas missões.

Esquadra 751, que salvou mais de 3.700 vidas, recebeu do PR a mais importante ordem honorífica

O Presidente da República atribuiu hoje a Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito, a mais importante ordem honorífica, à Esquadra 751, da Força Área Portuguesa, que já salvou 3.706 vidas nas suas missões.

“Reconheço a missão cumprida e humildemente agradeço o mais elevado heroísmo, abnegação, devoção cívica, sacrifício pela pátria e pela humanidade. Pumas, vós sois o orgulho de Portugal”, disse Marcelo Rebelo de Sousa na cerimónia de condecoração que decorreu hoje à tarde na Base Aérea do Montijo, distrito de Setúbal.

À chegada e antes da cerimónia, o Presidente da República começou por fazer uma breve visita à Esquadra 751, onde à entrada está uma placa com o número de vidas salvas nas missões de busca e salvamento, que no dia de hoje vai já em 3.706.

“Não pode haver maior talento, maior graça, do que a generosidade de oferecer a própria vida – o valor mais sagrado da nossa sociedade e direito inviolável – para que uma outra vida aconteça”, elogiou o chefe de Estado.

O “eloquente anonimato de quem cumpre a sua missão não para ser conhecido ou reconhecido, mas apenas para servir” mereceu ainda o destaque de Marcelo de Rebelo de Sousa.

“Como é sublime o talento destas mulheres e destes homens, que fazem suas as tragédias dos seus semelhantes, por entre as tempestades, sacrificando a sua própria vida”, enalteceu.

Através do exemplo dos Pumas revela-se à sociedade civil, na opinião do Presidente da República, “a importância do investimento das Forças Armadas em tempo de paz, através do emprego de plataformas e de tripulações aptos a servir os propósitos das operações de âmbito militar, mas também das ações de apoio humanitário”.

“Dando também devido relevo à instituição militar, essencial para o país e que merece respeito e consideração de todos, sem exceção”, considerou.

Os elementos da Esquadra 751 descolam do Montijo, do Porto Santo ou da Terceira, e, recordou Marcelo Rebelo de Sousa, “tantas vezes às horas em que o povo dorme, sempre no silêncio do cumprimento da missão”.

“Missão essa que é seguramente das que mais honram e dignificam a nação portuguesa”, observou, dando ênfase à “grandiosidade do ato do salvamento de uma vida, mas também à extrema complexidade que envolve”.

Na cerimónia estiveram alguns daqueles que foram salvos por esta unidade da Força Aérea Portuguesa desde 1978, presença que para o Presidente da República “significa missão cumprida”.

Sob o lema “Para que outros vivam”, ao longo dos 39 anos de história, a Esquadra 751 já executou mais de 56.800 horas de voo, mais de 23.459 horas com a aeronave EH-101 Merlin.

 

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