Bairro Alto vai ter 45 fogos de Renda Acessível depois de recuperação de quarteirão

A Câmara de Lisboa vai recuperar o quarteirão entre a Rua do Diário de Notícias e a Rua do Norte, que contará com 45 casas a preços acessíveis e um espaço dedicado à história dos jornais instalados no Bairro Alto.

Bairro Alto vai ter 45  fogos de Renda Acessível depois de recuperação de quarteirão

Bairro Alto vai ter 45 fogos de Renda Acessível depois de recuperação de quarteirão

A Câmara de Lisboa vai recuperar o quarteirão entre a Rua do Diário de Notícias e a Rua do Norte, que contará com 45 casas a preços acessíveis e um espaço dedicado à história dos jornais instalados no Bairro Alto.

O projeto arquitetónico de recuperação daquele local, onde funcionaram os jornais A Capital e o Diário de Notícias, foi hoje apresentado pela autarquia.

De acordo com o município, serão recuperados 45 apartamentos que vão ser colocados no Programa de Renda Acessível (PRA) de Lisboa e o piso térreo terá um espaço multiúsos alusivo à história dos jornais.

Dos 45 fogos, 19 serão de tipologia T0, 19 de tipologia T1, seis T2 e apenas um T3.

Fonte da Câmara de Lisboa, liderada pelo PS, disse que a intervenção representa um investimento de sete milhões de euros e que no próximo ano deverá ser lançado o concurso público para a obra.

“Tratando-se de uma área sensível da cidade, com uma série de condicionalismos urbanísticos, arquitetónicos e regulamentares, optámos por uma intervenção o menos intrusiva possível, que procura manter as características preexistentes deste conjunto, a nível sobretudo de volumetrias, a nível de tratamento de fachadas e também no que diz respeito à geometria de implantação dos vários edifícios”, explicou a arquiteta da autarquia Sílvia Nereu.

A câmara decidiu, por isso, fazer uma recuperação edifício a edifício, diminuir o número total de edifícios e criar um pátio interior.

O quarteirão, que atualmente é composto por sete edifícios degradados, propriedade do município, passará a contar com apenas cinco depois das obras, mantendo os elementos originais e as fachadas, referiu a arquiteta.

“Este projeto vai transformar-se num projeto emblemático da cidade de Lisboa e da nova política de habitação. Porque o que nós aqui conseguimos fazer é mobilizar património municipal, reabilitar edifícios que estão abandonados, sem uso, e inseri-los numa estratégia de qualificação, de revitalização de uma zona com a história, com a importância que tem o Bairro Alto”, salientou, por seu turno, o presidente da câmara, Fernando Medina.

O autarca destacou também a importância de construir mais equipamentos públicos na zona, como a escola prevista para o complexo Passos Manuel e o novo centro de saúde, cujas obras arrancarão “em meados do próximo ano”.

A vereadora da Habitação e Desenvolvimento Local, Paula Marques, recordou que o Bairro Alto, na freguesia da Misericórdia, “já foi um bairro popular” e realçou que a autarquia quer que este seja um local “mais habitado”.

Também a presidente da Junta de Freguesia da Misericórdia, Carla Madeira (PS), referiu que a perda de moradores “tem sido dramática”, considerando “essencial trazer para a freguesia novos moradores”.

A Câmara de Lisboa aprovou em março a revogação de um direito de superfície constituído à EMEL – Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa para a construção de um parque de estacionamento naquele quarteirão.

Segundo as regras do Programa Renda Acessível, cada pessoa ou agregado gastará no máximo 30% do seu salário líquido na renda.

De acordo com a câmara, o valor de um T0 varia entre 150 e 400 euros, o preço de um T1 situa-se entre 150 e 500 euros e um T2 terá um preço que pode ir dos 150 aos 600 euros, enquanto as tipologias superiores contarão com uma renda mínima de 200 euros e máxima de 800.

 

 

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