Ambiente de negócios em Angola “não é péssimo”, mas tem espaço para melhorar — Governo  

O Governo angolano considerou hoje que o ambiente de negócios do país “não é péssimo e nem é mau”, mas “tem espaço para melhorias”, tendo como base a segurança patrimonial, reconhecimento da propriedade privada e outros. 

Ambiente de negócios em Angola

De acordo com o ministro de Estado para a Coordenação Económica de Angola, José de Lima Massano, não existe nenhum país do mundo que tenha um ambiente de negócios perfeito, pois, estes, procuram igualmente melhorias. 

“Os países todos procuram melhorar o seu ambiente de negócios, reconhecem que podem fazer mais (…) durante os próximos 100 anos vamos continuar a falar de melhorar o ambiente de negócios”, disse hoje o governante que abordava o “Impacto do Investimento Estrangeiro no Setor Produtivo”, na primeira edição do CaféCIPRA (Centro de Imprensa da Presidência da República de Angola). 

“O nosso ambiente de negócios não é péssimo, nem é mau, tem espaço para melhorias, mas nós temos segurança patrimonial, reconhecemos a propriedade privada, os direitos, temos regras”, afirmou, reconhecendo que há “espaço para melhorar bastante”.

“A base nós temos, então temos que melhorar, mas coletivamente”, defendeu. 

O ministro de Estado angolano, que foi um dos oradores da 11.ª edição do CaféCIPRA, a primeira de 2024, referiu também que o desejo de se ter em Angola uma economia forte e resiliente data desde a independência do país, em 1975. 

Para o alcance da meta, disse, as autoridades têm procurado acelerar os caminhos visando a sustentabilidade da economia e a redução da dependência da importação de bens e serviços. 

“Quando olhamos para o setor agrícola, indústria transformadora verificamos que fazemos um pouco de tudo, mas não temos dimensão, não tem escala, por vários motivos: conhecimento, disponibilidade tecnológica e outros”, argumentou. 

“Mas, também, porque nos tornámos quase que voluntariamente reféns do acesso fácil àquilo que era importado, porque os recursos cambiais a dado momento tornaram-se abundantes, então era mais competitivo importar”, criticou. 

O ministro responsável pela coordenação económica no Governo doPresidnete João Lourenço destacou também, na sua intervenção, o conjunto de medidas, já conhecidas, para o fomento da produção nacional, bem como os instrumentos financeiros do Estado. 

Deu conta que decorrem conversações com o Fundo Soberano de Angola para financiar a produção de óleo alimentar, salientando que o Fundo Ativo de Capital de Risco Angolano (FACRA) deve trabalhar para o fomento das cadeias logísticas. 

Em relação ao Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Agrário (FADA), o ministro angolano disse que a instituição vai ajudar as caixas comunitárias de produção agrícola. 

O FADA “tem que ajudar as caixas comunitárias, queremos começar um programa de mecanização agrícola ligeira o FADA já entrou, fizemos um concurso público para a aquisição de moto-cultivadoras para pormos o serviço das cooperativas, facilitar, então os nossos instrumentos estão assim a ser utilizados”. 

Assinalou também as ações do Fundo de Garantia de Crédito, que foi reforçado em 2023 com cerca de 50 mil milhões de kwanzas (cerca de 54,8 milhões de euros) para apoiar empresas de pequena dimensão, que têm dificuldade de apresentar garantias de crédito. 

DYAS // ANP

Lusa/Fim 

By Impala News / Lusa

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