Covid-19: Madeira não teme impacto apesar do ‘risco elevado’ nos mapas sobre viagens na UE

A Madeira não teme impactos negativos no turismo por a região ser considerada de ‘risco elevado’ relativamente à covid-19, indicou hoje o chefe do executivo.

Covid-19: Madeira não teme impacto apesar do 'risco elevado' nos mapas sobre viagens na UE

Covid-19: Madeira não teme impacto apesar do ‘risco elevado’ nos mapas sobre viagens na UE

A Madeira não teme impactos negativos no turismo por a região ser considerada de ‘risco elevado’ relativamente à covid-19, indicou hoje o chefe do executivo.

A Madeira não teme impactos negativos no turismo por a região ser considerada de ‘risco elevado’ relativamente à situação epidemiológica da covid-19 nos mapas do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças, indicou hoje o chefe do executivo.

“Acho que não vai haver implicações”, disse Miguel Albuquerque, sublinhando que a vacinação contra a covid-19 deverá abranger 85% da população do arquipélago dentro de algumas semanas, o que garante “maior segurança” à região.

Em declarações à margem de uma visita a uma embarcação, no Cais 8, no Funchal, o presidente do Governo Regional realçou ainda que, apesar do ‘risco elevado’ sinalizado nos mapas do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC), o Reino Unido, um dos principais mercados emissores de turismo para a região, mantém o ‘corredor verde’ ativo.

“É importante dizer que o Reino Unido mantém o ‘corredor verde’ para a Madeira, porque já percebeu que a Madeira oferece todas as condições de segurança”, disse Miguel Albuquerque, reforçando que basta olhar para o que se está “a fazer no aeroporto [operação de rastreio, em vigor desde 01 de julho de 2020], para os próprios agentes de viagens perceberem isso.”

Na quinta-feira, a Madeira passou a ser considerada de ‘risco elevado’ relativamente à situação epidemiológica da covid-19 nos mapas do ECDC, que visam auxiliar decisões sobre viagens na União Europeia. O arquipélago era o único território de Portugal ainda no ‘laranja’, mas passou a estar coberto a ‘vermelho’ (o que significa ‘risco elevado’).

A categoria ‘vermelho’ significa que, nestas regiões europeias, a taxa cumulativa de notificação de casos de infeção nos últimos 14 dias varia de 75 a 200 por 100 mil habitantes ou é superior a 200 e inferior a 500 por 100 mil habitantes e a taxa de positividade dos testes de é de 4% ou mais. Em meados de julho, Portugal continental ficou todo coberto de ‘vermelho’ nestes mapas do ECDC, à exceção da Madeira e dos Açores, sendo que este último arquipélago passou dias depois para a categoria de ‘risco elevado’.

“[A Madeira] continua a ser um destino seguro e as operações [turísticas] estão a realizar-se e penso que não vai haver nenhum problema”, declarou Miguel Albuquerque, salientando que os hotéis registam este verão uma “grande ocupação”.

De acordo com os dados mais recentes da Direção Regional de Saúde, o arquipélago da Madeira, com cerca de 251 mil habitantes, regista 358 ativos de covid-19, com cinco doentes hospitalizados, num total de 11.172 confirmados desde o início da pandemia e 75 mortos associados à doença.

A covid-19 provocou pelo menos 4.472.486 mortes em todo o mundo, entre mais de 214,5 milhões de infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse. Em Portugal, desde março de 2020, morreram 17.689 pessoas e foram contabilizados 1.028.421 casos de infeção confirmados, segundo dados da Direção-Geral da Saúde. A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em países como o Reino Unido, Índia, África do Sul, Brasil ou Peru.

 

 

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