Bombeiros dão 15 dias para Governo apresentar medidas anti-crise

A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) exigiu hoje que o Governo apresente, num prazo máximo de 15 dias, medidas que mitiguem o impacto do aumento do preço dos combustíveis no orçamento das corporações.

Bombeiros dão 15 dias para Governo apresentar medidas anti-crise

Bombeiros dão 15 dias para Governo apresentar medidas anti-crise

A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) exigiu hoje que o Governo apresente, num prazo máximo de 15 dias, medidas que mitiguem o impacto do aumento do preço dos combustíveis no orçamento das corporações.

O prazo foi fixado numa proposta aprovada por unanimidade pelo Conselho Nacional da LBP, que hoje se reuniu na Figueira da Foz. A LBP promete convocar um Conselho Nacional extraordinário, “para análise, discussão e tomadas de medidas excecionais e com impacto público”, caso não haja resposta do Governo no tempo exigido, refere um comunicado da Liga. Na quinta-feira, a LBP lamentou que o Governo “ainda não tenha encontrado uma solução” para minimizar “o impacto brutal” do aumento do preço dos combustíveis nas corporações de bombeiros.

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Em declarações à Lusa, o presidente da LBP, António Nunes, disse que os ministérios da Administração Interna e da Saúde sabem quais são as dificuldades das corporações de bombeiros e conhecem as propostas da LBP para que consigam resistir ao aumento do preço dos combustíveis. As propostas da LBP incluem medidas equivalentes aos transportes públicos, acesso ao gasóleo verde e a assinatura do despacho acordado entre a Liga e o Ministério da Saúde em novembro de 2021 para o transporte não urgente de doentes, que revia a tabela de 2012.

Segundo António Nunes, “está quase a chegar” o momento em que as corporações de bombeiros “vão deixar de ter capacidade para pagar os combustíveis aos fornecedores”. Questionado sobre a transferência feita em março pelo Ministério da Administração Interna de 1.500 euros para cada corporação a título de compensação transitória da comparticipação com encargos com combustíveis, o presidente da LBP afirmou que se tratou de “uma dívida que a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil tinha com os bombeiros”.

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